sexta-feira, 1 de junho de 2012

Veneza - fim da viagem!

E o mochilão vai chegando ao fim...Voltei a Roma, troquei de aeroporto e fui pra Veneza. Também tinha alugado um bangalô em um camping de lá. Só que, de novo, o voo era à noite. Cheguei por volta de 22h e o vaporetto (espécie de táxi marítimo) já não funcionava a essa hora. O camping tampouco ficava em Veneza, mas numa ilha próxima. Por sorte não tinha greve de taxistas, mas o aeroporto era loooonge... Paguei 20 euros na passagem de avião e mais 60 pra chegar até o hotel. Os bangalôs do camping eram até bonitinhos, mas o lugar estava igualmente vazio. Não fiz amiguinhos por lá...rs.
No dia seguinte, peguei um vaporetto e  fui conhecer Veneza. Linda, linda, linda! E não sei se eu estava com o nariz entupido, mas não senti o fedor insuportável que dizem que rola por lá...rs. É uma delícia se perder pelas ruazinhas, parar pra tomar um capuccino ou um gelatto nas mesinhas nas calçadas. Não passeei de gôndola porque o bolso da mochileira que vos fala já estava vazio.
O único perrengue que eu passei por lá foi na Piazza San Marco, quando uma criança encapetada jogou uma coisa em mim e fui atacada por milhares (ou milhões??) de asquerosos POMBOS!! Arrrrghhh! Era farelo de milho, que as pessoas compram (?) para que os pombos venham comer na sua mão (????). Gente estranha, viu?


Veneza, claro, é uma cidade muito romântica - não aconselho ir sozinha e na fossa...rs. Só passei dois dias lá e acho que foi suficiente. De lá ainda ia pra outras cidades italianas, como Firenze e Milão, mas eu estava MUITO, mas MUITO cansada. Já eram mais de 2 meses com uma mochila pesadíssima nas costas, entrando e saindo de avião, trem, metrô, barco, ônibus... tudo que eu queria era voltar pra Barcelona! E assim eu fiz: comprei a passagem e voltei pra "casa" - que até então eu não sabia que seria minha casa mesmo por dois anos.
E assim foi meu mochilão solitário. Dois meses e uma semana, 10 cidades, 25kg nas costas e muitas histórias pra contar... Espero que tenham gostado do meu relato e aguardem minhas novas aventuras que começam dentro de duas semanas! ;)


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Grécia - Parte IV (e última, juro!)

Desculpem tantos posts, mas a Grécia foi o país onde eu conheci mais lugares e passei mais perrengues nesse mochilão solitário. De volta à Atenas (e ao hostel xexelento onde havia deixado meu passaporte), resolvi aproveitar pra visitar os pontos turísticos que eu não tinha conhecido antes e fiz toooodo o recorrido pelos templos, conheci as praças, me meti no meio de uma passeata que eu não tenho ideia sobre o que era... Passei o dia todo caminhando. Cheguei exausta no pardieiro  albergue e fui descansar um pouco. Acho que não comentei antes, mas o "anjo da guarda" que me salvou no aeroporto tinha marcado um jantar comigo naquela última noite que passaria lá. Liguei pra ele umas duas vezes, deixei recado na secretária eletrônica e... NADA. Levei um bolo monumental.
Às 10 da noite, morta de fome, resolvi sair pra comer alguma coisa ali perto. Eu já dei uma dica aqui para procurarem locais próximos ao centro, mas esqueci de avisar uma coisa: dependendo da cidade, o "centro" é a área comercial, ou seja, só funciona durante o dia. Esse muquifo onde eu me hospedei era assim - à noite, a rua era escura, deserta e uma área de usuários de drogas e prostitutas. Perguntei pro recepcionista onde poderia comer alguma coisa e ele disse que havia uma rua de restaurantes umas quatro quadras acima, mas que não era recomendável eu ir andando sozinha. Só que os taxistas continuavam de greve, então... A Fome venceu o Medo.


Dobrei a esquina, coloquei o capuz e corri, corri, corri como se não houvesse amanhã! Run, Forrest, run!! E cheguei, sã, salva, esbaforida e descabelada ao meu destino. No verão ou nos fins de semana essa rua deve ser bastante movimentada, mas numa segunda-feira à noite... Nem tive coragem de escolher algum restaurante, sentei na primeira mesa que vi. Veio um rapazinho muito simpático me atender, me recomendou um prato e começou a conversar. E continuou conversando enquanto eu comia. E depois que eu acabei de comer. Me contou toda a vida dele. Eu só conseguia pensar em como eu ia voltar correndo pro hotel de pança cheia. Aí o garçom disse que estava acabando o turno dele e que ele poderia me acompanhar até o albergue.
Minha última experiência com garçons simpáticos não tinha sido nada agradável, mas... era isso ou correr um risco maior voltando pra lá sozinha. Acabou o turno, ele me apresentou pro chefe e pros colegas ("minha amiga do Brasil") e fomos. Ele disse que aquela rua por onde eu vim era muito perigosa e que conhecia uma caminho mais "seguro". Fui na fé. No meio do caminho ele para num bar e pergunta se eu tomaria um drink com ele, pq ele não tinha amigos, nunca podia sair, que trabalhava demais, mimimi. Fiquei com pena e tomamos alguns drinks. E na hora de ir embora, quem disse que eu me lembrava do nome grego da rua onde ficava o albergue?? Na pressa, saí só com o dinheiro do jantar no bolso. Rodamos todo aquele centro horroroso, mas eu não reconhecia nada, não via nenhum ponto de referência.
Aí ele disse que morava perto e que eu podia passar a noite lá. Jesusjesusjesus! O que fazer numa situação dessas?? Fui na fé, de novo. No dia seguinte acordo com barulhos de panelas, louças... Que bonitinho, ele está fazendo café pra mim! Mas não era ele. Era a MÃE dele, que achava que eu era a nova namorada do filho, e estava fazendo um banquete de café-da-manhã pra mim! Ela era uma búlgara super simpática, mas não falava uma palavra de inglês. Ele ficou sentado no meio, traduzindo pra uma e pra outra. Imaginem a decepção na cara dessa mulher quando eu disse que não era a namorada e que estava indo embora em algumas horas?! Ela chorava, me abraçava, me pedia pra ficar... hahahaha.
Consegui me desvencilhar da "sogra chorosa" e fomos procurar o albergue. De dia eu conseguia enxergar as coisas e, quando avistei o Starbucks que ficava na rua do hostel, quase chorei de alegria! Peguei minhas coisas (meu passaporte também, dessa vez) e o búlgaro fofo foi comigo até a parada de ônibus. Da mesma forma que existem filhos da puta, como vários que eu encontrei no caminho, também existem os anjos da guarda, como ele. Nos despedimos, ele chorando (búlgaros são muito sentimentais...rs) com promessas de ele me visitar em Barcelona, mas nunca nem trocamos e-mail. Depois de tantos percalços durante essa viagem, não via a hora de voltar à Itália...

Grécia - Parte III

Pra chegar em Ios, peguei uma lancha rápida. Sabe quando os buggeiros perguntam no Nordeste "Com emoção ou sem emoção?". Pois é, lá não existe a segunda opção. A lancha bate com tanta força na água que às vezes parece que ela vai levantar voo! Pessoas de estômago sensível não devem utilizar esse meio de transporte, fica a dica!
Não tinha reservado nada em Ios e estava meio preocupada. Que nada! Na hora que você chega no porto há dezenas de pessoas esperando pra te "raptar" e levar pra pousada delas. De novo, me lembrou alguns lugares do Nordeste, tipo Jericoacoara. Uma senhora gordinha foi mais rápida e, quando vi, já estava dentro da van que me levaria à pousada. Na verdade, era uma casa onde ela alugava quartos e ficava no meio do caminho, entre a praia e a vila. O quarto era fantástico: duas camas, TV, frigobar, um banheiro só pra mim e uma vista maravilhosa - tudo por 16 euros a diária! Estava no paraíso.
Ios funciona assim: de dia, só praia. À noite, os bares da vila fervem. Então lá fui eu pra praia, por uma trilha "alternativa" que eu mesma inventei, ralando as pernas e enchendo o tênis de carrapicho - a poucos metros dali havia uma escada, que eu só descobri depois de me esfolar toda, claro. As praias de lá têm barracas parecidas  com as nossas (aí o Nordeste de novo) e você pode alugar espreguiçadeiras ou estender a canga (ou toalha, como eles usam na Europa) e ficar lá de bobs, sendo servida pelos garçons, mas sem aqueles vendedores chatos berrando no seu ouvido. Depois de um dia de praia, passava no hotel, tomava um banho, tirava um cochilo e ia pra vila.
Não adianta levar mapa nem GPS, você vai se perder por aquelas vielas de pedra. A vila também é muito bonitinha, mas bem menor que Mykonos. Há vários restaurantes, lanchonetes, barzinhos bem animados - coisa que não vi em Mykonos porque me tranquei no hotel com medo do jamaicano psicopata. Encontrei um boteco cheio, música boa, e fiquei por ali. Conheci um monte de gente, viramos umas tequilas e... não sabia mais voltar pra pousada! O barman, muito solícito, me acompanhou até lá depois do bar fechar.
No dia seguinte, mais praia. Fui pra mesma barraca e o garçon me reconheceu. Batemos papo, ele se ofereceu pra cuidar da minha mochilinha enquanto eu mergulhava, muito gentil. Ainda tinha uma noite e um dia ali, então bora pra vila de novo! Rodei, rodei e acabei parando no mesmo barzinho. Mais fiesta! (aí essa parte foi censurada).
No meu último dia na ilha, antes de voltar a Atenas, acordei mais tarde, fiz o check-out e desci pra praia de mochilão. Meu "amigo-garçom" guardou pra mim e ainda deu pra tomar um solzinho, já que o barco só sairia no fim da tarde. Na hora de pegar minha mochila e perguntar onde eu pegaria o ônibus pra ir pro porto, ele se ofereceu pra me levar até lá. Aceitei. Detalhe: de moto. Lá fui eu, com minha mochila de 200kg nas costas, outra de 50kg na frente, rezando pra não cair daquela lambreta! No meio do caminho ele para e pegunta se pode buscar um casaco em casa, pois estava esfriando. Ok.
Chegando lá, ele me ofereceu um copo d´água e, assim que eu entro, ele pula e tranca a porta! Ai, caceta... Entrei em pânico e tive que usar todos os meus dotes artísticos, chorar feito uma louca, dizer que meu noivo estava me esperando em Roma e um blablablá interminável. Por fim, ele cedeu e abriu a porta. Já do lado de fora comecei a gritar e exigi que ele me dissesse onde passava o ônibus. Mas o ônibus da hora já tinha passado e eu perderia o barco se esperasse o próximo. Tive que ir com ele na moto e, chegando no porto, saltei correndo e nem agradeci a "carona".
Já esperando o embarque, o fdp reaparece e me pede perdão, disse que achou que eu estivesse querendo "porque era brasileira" (tá vendo, meninas?) e no fim ainda pediu meu e-mail! Armênio dos infernos, vai mandar e-mail pro Capeta!! Fiz a viagem de volta aos prantos, com ódio, mas aliviada por ter escapado de ter sido estuprada. Até que cheguei a Atenas e aí vem a última parte da saga grega (senão esse post fica gigante...).

Grécia - Parte II

No último post eu contei sobre minha chegada a Atenas - que eu acabei sem conhecer - e à noite embarquei para as ilhas. Como estava pobrinha, comprei a passagem mais barata e fui enfrentar 8h de viagem pelo mar Egeu até Mykonos. No convés. Apreciei o por-do-sol e fui procurar um locker pra guardar minha mochila e, surpresa! - tudo lotado. O jeito era estender a canga no chão e "dormir" abraçada com a mochila. Um friiiio do cão! Óbvio que na manhã seguinte eu estava toda torta. Sorte que tinha um moço no porto segurando uma plaquinha com meu nome e me levou pro hotel (que na verdade era um camping com bangalôs).
Eu escolhi esse lugar porque li um pouco sobre e diziam que era o "point" de lá, mucha fiesta e tal... Só que eu comecei minha viagem em agosto e já estávamos no finalzinho de setembro - yes, a temporada já tinha acabado. O hotel estava quase às moscas e não ficava perto do centro. Enquanto estou fazendo o check-in, aparece um jamaicano loco loco loco e começa a bater papo. Tava engraçado, porque eu não entendia nada do que ele dizia e só sorria e acenava, sorria e acenava... Fui pro meu bangalô tirar uma soneca (não dormi nada na viagem) e quando acordei já estava escurecendo. Na recepção me disseram que o centro estava distante, mas que lá no hotel havia um restaurante/bar. Perdi o dia, fazer o que?
 O local era enorme, na beira da piscina. No verão devia ser uma festa só, mas com o fim da temporada vi umas duas ou três  mesas ocupadas. Sentei no balcão, pedi uma bebida, um sanduíche e quem aparece de novo? O jamaicano doidão. Como eu tinha sido simpática mais cedo, ele já se achava meu amigo. Conversamos, até que começou a esfriar  bastante e eu quis voltar pro quarto; não queria perder mais um dia de praia. Ele se ofereceu pra me acompanhar e foi a deixa pro cara vir pra cima de mim! Aimeujesuscristinho! Tentei me desvenciliar de todas as formas, até que disse que só ia no quarto pegar um casaco e voltaria. Entrei e me tranquei lá dentro! Pra quê? Esse homem ficou doido, começou a bater insistentemente na porta, na janela... e ninguém da recepção, a sei lá quantos metros de distância, ouvia. Óbvio que não tinha telefone no quartinho e meu celular não funcionava. Ele só parou quando eu disse que ia ligar pra polícia.
No dia seguinte corri pra recepção e contei o que tinha acontecido. O cara me perguntou se eu queria mesmo que ele chamasse a polícia e eu disse que não, mas que desse uma dura ou expulsasse aquele doido tarado de lá. Pela terceira vez eu senti medo por ser mulher, brasileira e estar viajando sozinha, mas não seria a última...

Os outros dias em Mykonos foram tranquilos. Curtia praia durante o dia - mesmo com um vento gelado e uma água mais gelada ainda, cheia de peixes que não param de ter beliscar - e passeava pela cidadezinha, sem mapa, sem rumo. À noite, ainda traumatizada com o jamaicano (que foi convidado a ser retirar de lá), ficava trancada no quarto, lendo. A ilha é linda, com aquelas casinhas brancas, flores nas janelas, várias lojinhas de souvenirs, vários casais apaixonados (a maioria gay, óbvio) e paisagens de tirar o fôlego. Mas era hora de partir pra Ios, outra ilha mais próxima - tive que deixar Santorini de fora por causa da falta de tempo mesmo. E aí começa a última parte das Aventuras de Joana nas terras de Zeus & cia...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Grécia - Parte I

Sempre sonhei em conhecer a Grécia. Queria, inclusive, esticar até a Turquia, mas tive medo de ir sozinha. Mas as minhas aventuras na terra de Afrodite foram muitas...
Primeiro, a chegada, às 22h em Atenas (já avisei aqui: evitem comprar passagens para voar à noite, mesmo o preço sendo mais barato). Estava cansada, ainda de ressaca e tudo que eu queria era pegar um táxi e ir pro hostel. Na saída, vi uma fila de táxis parados, mas... sem motoristas! Fiquei ali que nem uma pateta, esperando aparecer alguém e nada... Chegou uma senhora inglesa perto de mim e exclamou: "Ah, não... greve de novo?". Eu nunca tinha visto greve de táxis. Essa senhora me explicou que o filho dela, que morava lá, ficou de buscá-la no aeroporto, mas não apareceu.
 As opções para chegar até Atenas? Limusine ou busão. Mas como eu ia pegar um ônibus àquela hora, descer numa praça e procurar meu albergue? Pânico é pouco pra descrever o que eu senti! A inglesa, inclusive, não ia pra Atenas, mas pra uma cidade vizinha. Fomos pra fila do ônibus e, pouco antes de comprarmos os bilhetes, o filho dela aparece! Foram outros anjos da guarda. Por coincidência, o rapaz tinha uma loja ao lado do meu albergue e me deixou lá, na porta. Ufa!
O hostel (que custou 10 euros a diária) fedia. Pero es lo que hay... Cheguei ao quarto, no terceiro andar sem elevador e descobri que as camas não estavam forradas. Aquele colchão caindo aos pedaços, nada de travesseiro... a sorte foi que minha companheira de quarto tinha um lençol sobressalente e me emprestou, me cobri com a toalha e fiz uma trouxa de roupa suja de travesseiro. Apaguei.

No dia seguinte acordei e tudo que eu queria era um banho. Me dirigi ao banheiro coletivo e - ué, que estranho - não vi chuveiro. Subi um andar, desci outro... cadê? Isso mesmo, não tinha chuveiro! O que existia era uma espécie de box, sem portas, com uma torneira que ficava na altura do umbigo. Gzuis amado! Lá vou eu tomar banho agachada, parecendo uma rã... Fiz o check-out, desejando nunca mais passar na porta daquele muquifo, e deixei minha mochila na loja do meu novo amigo que me salvou no aeroporto.
Fui me perder pela cidade - literalmente - enquanto meu barco pras ilhas não saía. Pedir informação em Atenas? Esquece. Eles não falam inglês e, quando não te viram a cara, são solícitos até demais. Fiquei andando em círculos tentando chegar na Acrópole, mas não consegui. Peguei minha mochila e o novo amigo me colocou num ônibus pro porto. Chegando lá, cadê meu passaporte??? Revirei tudo e não achava. Quando estava prestes a sentar no meio-fio e chorar, lembrei de ligar pro albergue. Estava lá, na recepção! O cara disse que guardaria até eu voltar (ia passar mais um dia em Atenas na volta) e que eu não precisava dele pra pegar o barco. Ok, fui embora sem lenço(l) nem documento.

Atenção aos detalhes!

Voltei!
 Os últimos dias, de comemorações e despedidas, não me deixaram passar por aqui pra continuar meus relatos da viagem passada... Mas hoje não quero falar sobre isso.
Quero falar sobre como eu fiquei TENSA ao imprimir meus e-tickets e descobri que uma reserva não estava confirmada! Quer dizer, eu recebi o primeiro e-mail, com a confirmação da reserva e pendente de cobrança, mas nunca recebi o segundo. E só vi isso hoje.
Pois é. A primeira reserva  de voo que eu fiz dentro da Europa não foi confirmada, nem cobrada, nem nada. Foi feita em março e daqui a 2 semanas eu viajo. A sorte é que eu consegui uma passagem no mesmo voo que eu tinha reservado, um pouco mais caro, mas não muito. UFA!
Mas esse papo todo é pra dizer que, se você reservar suas passagens/hotéis pela internet, LEIA seus e-mails, não apenas jogue na pasta "Viagem" e tudo bem (foi o que fiz...). E leia TUDO, porque cada companhia tem um limite de peso de bagagem, cobra por isso ou aquilo. Ah, muito importante: CHECK-IN ANTECIPADO. As companhias low-cost, principalmente, cobram se você fizer check-in no balcão - às vezes mais que o preço  da passagem.
Todos os outros voos estão OK, mas #ficaadica se você fizer reservas pela internet. Mandei um e-mail com o número da reserva no site, mas não acredito que vá resolver alguma coisa.
Ah, e mais uma coisinha: cheque seu e-mail SEMPRE! Ontem mesmo recebi um e-mail dizendo que meu aeroporto em Berlim tinha mudado - se eu tivesse contratado um transfer, por exemplo, teria problemas. Bom, depois volto com mais informações! Friiiiiio na barriga que vocês nem imaginam!! :)

P.S.: Comentem alguma coisa, né?? Muito triste ver que quase 200 pessoas já leram o blog e tem 10 comentários...rs. Sou carente, gente!! ;)

domingo, 20 de maio de 2012

Roma - Parte II

Pra minha sorte, o neozelandês FDP foi embora no dia seguinte e eu não precisei matá-lo. Eu ainda teria 2 dias em Roma e fui turistar. Andei pela cidade, sem pressa e sem rumo. Pra noite eu tinha agendado um pub crawl com o pessoal do hotel. Pra quem não sabe do que se trata, o pub crawl consiste em sair de bar em bar tomando shots e terminar a noite em alguma boate. Cansativo, mas divertido.

Desde o primeiro dia eu estava de olho em um dos funcionários búlgaros lindos do hostel. Achei que aquela seria minha chance de me aproximar dele, mas levei um balde de água fria - ele disse que não iria, que teria que ficar tomando conta do hostel, blablablá. Ok, baby. No último bar/boate que paramos o outro búlgaro bonitão veio dar em cima de mim. Se não tem tu...rs. Ficamos. Quando estou lá aos beijos com ele, quem resolve aparecer? Pois é.

Perdeu, playboy. O grupo se dispersou, o povo começou a ir embora e eu voltei pro hostel com o búlgaro bonitão. Obviamente, não sem antes pararmos numa igreja pra dançar valsa nas escadas. Pula essa parte... e foi aí que eu perdi um pé da minha sandália, não me perguntem como. Não dava pra caminhar descalça, então pegamos um táxi e ele me levou até o quarto no colo :) E o outro lá, olhando tudo...

No dia seguinte eu e outros hóspedes de ressaca fomos expulsos do hostel pela faxineira, que precisava limpar os quartos. Íamos caminhar pela cidade mas encontramos um parque de grama verdinha, verdinha... muito convidativa pra pessoas de ressaca. Nosso passeio terminou ali, tirando um cochilo no parque. Depois voltei pro albergue porque tinha um voo pra Grécia me esperando... ;)