segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ay, Sevilla!!

E chegamos ao hotel em cima da hora pra ver a final da Eurocopa! Só deu tempo de fazer o check-in, deixar as bagagens no quarto e descer pra ver o jogo. Foi emocionante, gente, parecia que o Mengão estava ganhando o Brasileirão (hahaha...me deixa)! Ainda quero fazer um post só com review dos hotéis, mas desse eu tenho que falar! Era gigante, quartos de bom tamanho e uma piscina maravilhosa, onde passamos boas horas do dia. Como eu disse, ir pra Andaluzia no verão é para os fortes - se você é de Teresina, Cuiabá, Goiânia... não terá tantos problemas. rs
Sevilha é uma cidade grande, mas simpática. Não ficamos no centrão, mas era perto - uns 10 minutos de carro, 25-30 de bus (que demora bastante a passar nessa área). A parada final do bus era em frente à universidade e dali é possível explorar todo o centro a pé. Tirando o calor nessa época, o passeio é agradável, dá pra cortar caminho por umas praças arborizadas.
No centro visitei os monumentos mais famosos e me perdi pelas ruazinhas cheias de lojas de souvenirs. Da torre La Giralda se tem uma vista espetacular, 360 graus da cidade. O interior da igreja é bonito, mas já vi outras mais. Só que chegar no topo da torre é um exercício não recomendado para fumantes e/ou sedentários. Não é escada, é rampa, mas são muuuitos andares (até tirei foto do último, mas não tô achando). Enfim, tem que subir, mesmo que seja a última coisa que faça na vida, literalmente!
Mas calma, não morra ainda porque você não visitou o Real Alcázar de Sevilla! Arquitetura de cair o queixo, jardins lindíssimos. Claro que lembra bastante La Alhambra, em Granada, mas vale muito a pena a visita.
Pra completar, não podia faltar uma noite em um tablao flamenco, né? Fui ao El Arenal (e levei um pito por fotografar), mas foi fantástico! Única noite que saí em Sevilla - não pq eu não quisesse, óbvio - e foi emocionante, do pôr-do-sol que eu fotografei na cidade ao fim do show de flamenco. Foi também a última noite, mas um dia espero voltar a essa cidade mágica. Próxima parada: Berlim, sozinha e feliz!


Depois de muito tempo...

Faz tempo que não apareço, né? Não, dessa vez não vou culpar a falta de tempo. Foi falta de vontade mesmo. Comecei a fazer esse blog pra contar experiências e os preparativos da viagem que eu faria (e fiz) esse ano. A parte do "durante" foi prejudicada por problemas técnicos e, apesar de ter prometido que contaria tudo depois, resolvi dar um tempo. A viagem teve muitos desdobramentos e eles me desmotivaram a continuar escrevendo.
A ideia era de que esse blog fosse um misto de blog pessoal com dicas para os viajantes, mas vi que não é possível misturar as duas coisas aqui. Depois de aborrecimentos e reflexões, decidi que o blog vai ficar chato a partir de agora. Vai virar um blog impessoal, pois não posso citar personagens nas minhas histórias. Só posso contar o que aconteceu de bom, não posso dar a minha opinião, não posso dizer como eu me senti, porque isso afeta as pessoas mais do que eu imaginava.
Mas quer saber? Não vou mudar meu jeito ou meu estilo por causa dos outros. Quem me conhece também conhece o meu caráter. Não estou inventando nada, não estou expondo segredos alheios e não tenho do que me envergonhar. Se alguém tiver algum problema com isso que fale na minha cara. O blog é meu e não vou deixar que acabem com ele, principalmente quem se utiliza de mentiras quando não possui provas ou argumentos.
Em breve eu volto com mais relatos. Ah, próxima viagem: Maceió. :)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

De volta à Andaluzia...

Não, amiguinhos, não estou na Europa de novo. Só resolvi retomar o blog que abandonei mais uma vez...rs.
E estava falando de Granada (colei aqui, porque nem eu lembrava). Pois então... o monumento top de Granada, claro, é La Alhambra - pronuncia-se Alambra, um complexo de palácios e jardins construídos durante a ocupação moura na Espanha. É de cair o queixo! Compre a entrada antecipada pelo site, chegue cedo e explore bem essa joia histórica e arquitetônica. A vista também é de tirar o fôlego!
Aliás, uma dica é ir ao Mirador de San Nicolás quando o sol estiver se pondo. A vista da Alhambra se acendendo é divina (em algumas épocas eles fazem visitas noturnas também), e há um restaurante/bar super gostosinho lá no Mirador (fico devendo o nome pra vocês). E a cidade é toda bonitinha: ramblas, fontes, monumentos... até as luminárias dos postes são fofas! (Tô muito meiguinha, né?rs). Vale à pena um bom passeio pela cidade antes de aproveitar as tapas grátis (como contei no último post).
De Granada fomos para Córdoba. Hmmm,  que dizer de Córdoba? Não sei se foi o calor, a falta de arborização e excesso de concreto, mas não achei uma cidade bonita. Tirando a Catedral/Mesquita, que é FANTÁSTICA, não vi muita graça. Vi o rio, de água marrom e quase seco; a Sinagoga, minúscula; e as ruínas dos banhos (a historinha do museu é mais interessante que as ruínas em si). Mas aquela Catedral/Mesquita é uma das coisas mais fascinantes que já vi... A "reciclagem" que os católicos fizeram naquela gigantesca obra moura é incrível! Estão lá os arcos e as colunas de mármore; os azulejos e o ouro, os santos convivendo com aquela arquitetura mourisca de encher os olhos.
Ah, tem um detalhe importante que eu não mencionei. Há muitos ciganos no sul da Espanha. E os gitanos, meus amigos, não brincam em serviço. Não é preconceito (pq eu já conheço) e aqueles que estão ali pedindo pra ler sua mão, não duvide, estão ali pra te roubar. Eu já sabia do truque e ainda assim uma cigana  me abordou. Depois de ouvir 6 dúzias de bobagens sobre meu futuro, abri o bolsinho da frente da bolsa (o resto lacrado e com as mãos segurando) e tirei uma moeda de 1 ou 2 euros. "Não, não, moeda dá azar, quero uma nota". "Desculpa, senhora, não tenho nada, se quiser, é o que tenho". "Mas eu troco pra você. Olha lá, sua amiga está nos ajudando". E quando eu viro pra trás vejo minha amiga cercada por 4 ou 5 ciganas, com a carteira aberta!! Corri até ela, mas era tarde: ela já havia caído no golpe. Não me perguntem quanto ela deu, mas foi MUITO, e justificou: "Você não sabe o que é mau-olhado de cigana!". Então tá. Nem preciso dizer que depois dessa ela fechou a mão e nem pegar um táxi de 7 euros queria, né? Mas essa é outra história...rs
Em Córdoba só passamos o dia mesmo. No fim da tarde, trem pra Sevilla, corremos pro nosso hotel (de luxo, tá, meu bem?) pra ver a final da Liga. Espanha ganhou lindamente e eu chorei copiosamente junto com os espanhóis!rs No próximo post: Ayyyy, Sevillaaaaaaa!!

sábado, 8 de setembro de 2012

Andalucía, mucho gusto!

Sempre tive muita vontade de conhecer a Andaluzia. A influência dos mouros, que dominaram a península por 800 fucking anos, me encanta. Só que eu não precisava ter conhecido a Andaluzia no verão... Chegar lá , em Granada, foi como chegar ao Piauí (se você já esteve no Piauí sabe do que estou falando). Mesmo bafo quente na saída do avião, mesmo aeroporto pequenininho que mais parece uma rodoviária de interior. Ônibus pra ir do  avião até o terminal? Nada. Vc vai carregando a bagagem debaixo daquele sol escaldante e, quando chega no ar-condicionado, acha que chegou no Paraíso. Mas sua bagagem demora mais 45 minutos pra chegar, então você está no Inferno mesmo, no doubt.

Chegamos ao hotel, no centro, e parecia que havíamos chegado à uma cidade-fantasma. Quase ninguém na rua (parecia domingo em Brasília) e tudo que queríamos era um lugar pra comer às 4 da tarde, com ar-condicionado. Nada. Andamos, andamos e andamos até achar uma lanchonete aberta. Debaixo de um sol escaldante, 40º na cabeça. Como se não bastasse a siesta, famosa  (e apoiadíssima) tradição espanhola, no verão eles fecham as portas quando começa a ficar insuportável (tipo 2 da tarde) e só reabrem tudo quando o calor ameniza, lá pelas 8, 9 da noite. Ou seja, se você for à Andaluzia no verão, seu dia terá umas 4 horas.
Sendo assim, temos que aproveitar a noite, né? Né.

E a noite de Granada começa muito tarde. Muito mesmo, tipo às 23h as pessoas começam a sair de casa para os bares. Pra quem andou debaixo de sol durante o dia e não dormiu é complicado acompanhar o ritmo. Mas as tapas...ahhhhhhh, as tapas! Se você não quiser gastar dinheiro em Granada com comida, não precisa. Se você se senta num bar/restaurante e pede uma água sem gás, eles te servem uma "tapa". Pra quem não sabe, tapa é uma porção de alguma coisa. Mas não é que nem aqui no Brasil, que um amendoim ou uma azeitona "de grátis" já é motivo pra sorriso, não... Lá é coisa de primeira, às vezes uma refeição! Eu já sabia disso e achava que era mito, ou esperava um amendoim, masss... é pra valer, gente! No capricho!

Claro que você não pode escolher a tapa que vão te servir, mas "salir de tapas" é uma arte a ser estudada. Se você paga, escolhe. Se não, é uma surpresa em cada lugar... Até coelho eu provei! (gente, eu jamais comeria um coelho fofinho...). Batata, camarão, peixe, presunto, gazpacho, sanduíches... qualquer coisa pode ser uma tapa. E em Granada, grátis.

Ah, também tem os free drinks na noite. No meio da rua, mocinhas bonitas e arrumadinhas ficam oferecendo flyers (eu já fiz isso quando morei lá) pra você entrar na boate na qual trabalham. O atrativo é um "chupito" (shot) ou entrada free, drink grátis, varia. Mas você pode conhecer vários bares/boates sem pagar  a entrada e sem pagar pra beber também. Dá muita gente novinha nesses lugares; estudantes, turistas pós-adolescentes e nem tanto,  alguns velhos chatos - mas é uma boa pra quem tá com a grana curta.

Ainda vou escrever sobre os pontos turísticos, mas essas foram as dicas pra quem for a essa cidade encantadora. Ah, se conhecerem alguém de lá, não deixem de pegar dicas com eles. A amiga da minha amiga nos levou em vários "sítios de tapas" que a maioria dos turistas não conhece - e estão bem no centro! Uma portinha num prédio que parece abandonado pode revelar um bar totalmente kitsch na decoração, super bem frequentado e com música ótima! Se eu fosse uma simples turista, nunca teria entrado num lugar tão legal!! Mais dicas na próxima postagem... ;)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Barcelona, parte 1 de 1

Bom, terminei falando só de Londres até agora, então vamos a Barcelona. Pra quem não me conhece ou está chegando agora, eu e Barcelona temos uma relação de amor profundo. Fui pra lá passar 3 meses, fazendo um curso de espanhol, e acabei ficando dois  maravilhosos anos. Então, voltar pra Barcelona depois de tanto tempo era obrigatório e, como não podia deixar de ser, foi emocionante!! (pausa pra enxugar as lágrimas).
Barcelona continua do jeitinho que eu deixei. Talvez com mais turistas. Talvez não, com certeza. A cidade estava megalotada, fila em todos os lugares, todas as línguas se misturando ao meu tão familiar catalão - foi tão bom escutar o rádio em catalão no táxi indo pra cidade e entender tudo! - e muitos, mas MUITOS brasileiros. Conversando com meus amigos que ainda moram lá confirmei essa percepção. Na época em que eu morava lá já havia brasileiros, claro, mas a maioria era de gente que morava lá, trabalhando e/ou estudando. Quase não se ouvia português nas ruas; agora, parece que você está no centro de alguma cidade  brasileira. Muitos turistas, comprando, comprando e comprando...
O hotelzinho que eu fiquei estava a 50 metros das Ramblas, super cêntrico, do lado do metrô. Depois quero fazer um post só com a crítica dos hotéis, então não vou falar muito agora. Era limpo, cêntrico e eu quase não fiquei nele...rs. Dormi mais na casa de um amigo do que lá ("Porra, como é que você gasta dinheiro com hotel se não sai daqui? É tonta ou o quê?"). Sim, esse meu amigo é a delicadeza em pessoa, mas muito amado. O problema é que lá eu não ia fazer "turismo" - deixei pra fazer isso quando voltei, em julho, com dois amigos - e só queria playa y fiesta! Sim, eu merecia uma semaninha de descanso antes de recomeçar a jornada.
Acordava na hora que eu queria e minha única preocupação era: praia, parque ou compras? rs. De dia meus amigos estavam trabalhando mesmo, então eu ia bater perna. Mas à noite... Fui visitar meus barzinhos preferidos, tomar sangrias, mojitos, vinhos (eu odeio cerveja) e observar as pessoas. Adoro me sentar, pedir um vinho e tirar meu bloquinho da bolsa, anotando tudo que eu vejo ou penso. Isso quando os amigos não podiam sair, claro. Pena que o pub onde eu trabalhei fechou, queria ter visitado meu ex-chefe. Nos outros dias era boteco com a galera e festinhas na casa desse meu amigo farrista. Quase todo dia eu estava lá.
Passei a semana toda nesse esquema, visitando meus lugares favoritos, indo à praia, bebendo só ou com os amigos, fazendo (poucas) comprinhas. Ah, tenho que contar que eu chorava toda vez que chegava a um lugar especial pra mim, que me trazia boas lembranças. Pisei na Rambla? Chorei. Na praia? Chorei. Catedral del Mar? Chorei. No meio do Gótico, meu bairro favorito? Sentei e chorei. No Michael Collins, meu pub favorito minha segunda casa? Chorei quando meu garçon favorito, John, me reconheceu depois de tantos anos. Enfim, foi uma semana tranquila, de descanso, de preparo para o resto da trip...

De volta ao blog!!

Morrendo de vergonha por ter passado tanto tempo sem postar, mas... primeiro tive que descansar, depois tive problemas de saúde e depois tive... preguiça, confesso!rs No começo da viagem estava anotando tudo em um bloquinho, dia a dia, com todos os detalhes, porém... Claro que deixei de anotar. Sabem aqueles mapinhas no Google Maps com todos os roteiros? Também não usei...rs.
Pra completar, meu telefone foi roubado semana retrasada, ou seja, várias fotos se foram... Algumas eu tinha postado no Facebook, outras estavam na máquina, mas muitas eu perdi junto com o aparelho. Enfim, como eu sou desorganizada mesmo, vou postando à medida que for lembrando das coisas, tá? O blog não vai ser um diário, mas espero dar dicas valiosas pra vcs, queridos 5 leitores do meu coração! Vamos lá? rs

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pra dar notícias...

Aaaaai, que vergonha, gente! Já passei do meio da viagem e até agora só falei sobre Londres! O plano era fazer um blog em tempo reAl, mas as condições adversas - falta de internet, cansaço e preguiça, por exemplo - não me deixaram seguir o script. Nem vou prometer nada pq o ritmo da viagem está super intenso e tô absolutamente sem tempo pra atualizar isso aqui. Como a maioria dos meus 5 leitores está no Facebook, fica mais fácil dar notícias por lá. Convenhamos, escrever texto no celular não dá, né? Então prometo aparecer pra dar notícias, mas os relatos vão ter que ficar pra volta... Já passei por Londres, Barcelona, Granada, Córdoba, Sevilla, Berlim, Budapeste. Agora estou em Viena e amanhã vamos pra Praga. Estou com um amigo e duas colegas dele, tá bem divertido, mas cansativo. Pouca farra até agora, pq passar o dia caminhando e encarar uma noitada depois né mole não... Mas amanhã é sábado, vamos ver se rola uma baladinha, pelo menos... É isso, queridos! Qualquer hora tô de volta. Beijos!

sábado, 30 de junho de 2012

Bye, Bye, Londres!

Último post sobre Londres. Vou tentar correr aqui... O Blogger não esta me deixando postar fotos e sei que um texto grande é cansativo, então bora resumir meus 2 últimos dias londrinos. Por sorte fez sol e esquentou um pouquinho, então deu pra aposentar os casacos, cachecóis e o tênis que estava me matando. Mas mesmo de Havaianas meus pés doíam. Já estava cheia de bolhas, com calo no calcanhar, enfim, perda total. Mas claro que não podia deixar de bater perna, então lá fui eu pra London Bridge. A idéia era entrar, mas 20 pilas?! Não tava podendo. Resolvi pegar um barquinho lá e fazer um passeio guiado pelo Tâmisa até Westminster. Fui caminhando até a Trafalgar Square, entrei na National Gallery (essA sim, grátis)e parei pra tomar um sorvete na Leicester Square. Minha idéia era ver um musical (ghost, wicked ou outro) mas os preços não estavam muito acessíveis, entre 45 e 60 libras se comprados com antecedência. Liguei pras meninas, que iam ver o jogo da Inglaterra num punem Camden Town e fui pra lá. Super diferente de domingo, as ruas super calmas. Encontramos um púbis legal, mas vazio. Seguimos pra outro e entramos sem perceber a bandeirinha do arco-íris na porta e não ia rolar jogo, mas um show de transformistas...rsrs. Acabamos em um que estava cheio. Engraçado ver como os ingleses se comportam em dia de jogo. Todos em silencio, com suas pints do lado. Não tiram o olho da tela nem se a Angelina Jolie entrar pelada no bar. Alias, na arte da paquera os ingleses são um fracasso, viu? Acabou o jogo e o bar esvaziou em segundos. O cansaço nos venceu e voltamos pro hotel. No dia seguinte acordei completamente dolorida e não queria andar muito. Meu plano inicial era fazer o British Museum, St. paul's Cathedral, andar na London Eye, a roda-gigante na beira do rio e fazer umas comprinhas na Oxford st. Mudei os planos totalmente por causa dos meus benditos pés. Peguei o metro até a igreja, mas não entrei. De lá fui caminhando pra outra margem, passei pelo Globe Theater, Tate Modern e pouco antes de chegar a Westminster de novo, resolvi pegar um metrô e rodei até encontrar a estação. Único dia que eu me perdi, bem no último! Andei uns 200 metros pra baixo, descendo milhões de escadas até chegar no trem. A essa hora já tinha desistido do museu. Resolvi passear no parque St.James, que estava perto - ou parecia perto pelo mapa. Rodei e rodei, mais que barata tonta, e não encontrava a entrada do parque. Mas eu queria ver os esquilos! Respirei fundo e segui em frente. O parque é lindo, mas só vi 2 míseros esquilinhos do tamanho de ratos em todo o parque. Resolvi sentar na grama pra descansar e um senhor inglês veio conversar comigo. Batemos papo sobre a crise mundial e segui viagem. Última parada: Oxford Street. As brasileiras tinham me falado de uma loja ótima, chamada Primark, que era tipo a Harrod's dos pobres. Eu nem precisava comprar nada (talvez um par de pés novos), mas que mulher resiste a coisas baratíssimas? Eu é que não. O problema é que eu desci no ponto errado, no início da rua, e a loja era no fim. Andei mais uns 10 quarteirões. Mello, queria cortar os pés fora quando cheguei na loja e não tive saco pra ver muita coisa. Acabei ficando 10 minutos lá dentro e voltei pro hotel. Comi, banhei, fiz a mala e fui pro bar. No dia seguinte encontraria minha amada Barcelona e precisava estar linda e loira ;)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pub Crawl

Sei que eu estou atrasadíssima com as postagens, mas vamos lá... Na segunda inventei de fazer um pub crawl com as brasileiras que eu conheci no hostal. Pra quem não sabe o que é, funciona assim: vc encontra o povo e o guia no primeiro bar, paga X e começa a maratona. Em cada pub ficamos aproximadamente 30 minutos e ganhamos um shot de cortesia (geralmente alguma bebida muito ruim...rs). No primeiro, só criança. Mas era um pub de verdade, com futebol passando e muitas pints de cerva. O segundo não era um pub, mas uma boate, que na hora que fomos estava vazia. Só tinha o nosso grupo lá. O terceiro foi o que eu mais gostei. Tinha música, uma varandinha (podia fumar, enfim!)e tinha gente! Quarto bar: um horror. Pequeno, escuro, tunstistun e a galera se acotovelando no balcão pra pegar o free shot. Pensam que terminou? Nãooooo senhores! Fomos pra outro, que seria o ultimo. Esse era uma boate mesmo, bastante gente e música boa pra dançar. Me acabei na pixxxxta... Ainda me apaixonei 2 vezes: Uma por um sósia do Adam Levine depois da gripe e a outra por um cara de blazer. Mas a paixão só durou até sairmos de lá e eu descobrir que o blazer dele era de veludo. Roxo. E aí quando a gente pensa que vai pra casa ter uma ótima noite de sono... O povo inventa de ir fechar a noite numa outra boate. Lá as meninas se arranjaram. Eu estava mega cansada e tinha que ficar fugindo de um negao inconveniente. Pauta cara chato, ficava pegando em mim (odeio que peguem em mim). Fui no bar pra despistá-lo e um indiano pagou um uísque pra mim. Tadinho... Disse que eu dançava muito bem (pausa...kkkkkkk) e queria pq queria que eu fosse embora com ele. Aham, Cláudia... Dei o golpe do banheiro e fui embora com as meninas. Por incrível que pareça, não fiquei bêbada. Descobri o truque que esses pub Crawl usam: colocam bares mais distantes um do outro pra vc andar muito e o álcool evaporar, assim vc gasta mais. Fora o pouco tempo que vc tem em cada bar. Por duas vezes tinha acabado de conseguir comprar bebida e tive que deixar, pq não te deixam nem botar em copo plástico. Enfim, cheguei em frangalhos, mas foi divertido. ;)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Batendo perna em Londres

Como todos sabem, Londres tem um sistema de transportes super eficiente. Comprei o Oyster Card, que custou 34 libras, mas me dava transporte ilimitado (metro, bus e trem) por uma semana. Quem comprou o passe diário acabou gastando mais que isso. Enfim, é muito fácil se locomover e as pessoas na rua te dão informação caso vc se perca. Até eu já estava dando informações! Te mete...rs. No domingo o sol deu as caras e fui passear em Camden Town. Que delicia de bairro! Se eu morasse em Londres ele seria o eleito, com certeza! Varias lojinhas, feiras, barracas de comida do mundo todo e um canal cruzando o bairro. Tirei milhares de fotos, andei até little Venice, uma parte do canal que se "parece" com Veneza - só a parte das casas dentro d'água, pq de resto, nada a ver... No mais, vc vê gente de todas as partes pechinchando nas compras, tomando pints nos terraços dos pubs, ouvindo Michel Teló (sim, ouvi umas 3 vezes). Voltei pro hotel exausta e minha intenção era dormir cedo, massss... Depois de sermos expulsas do bar às 23h30, as duas brasileiras que eu conheci pela manhã foram dormir e eu fui pro lobby. Quando saio pra fumar, encontro uma galera fazendo festinha no fumodromo. A bartender, Maddie; um brasileiro, o Luís Fernando; um irlandês, um islandes, e uma americana Muito LOUCA. Ficamos rindo dela até eu cair de sono, às 2 e pouco da manhã. No dia seguinte acordei tarde e fui conhecer a famosa Harrod's. Enorme, linda e caríssima. Vi um lenço Dior na promoção por 185 libras, uma pechincha! De lá fui pro Victoria & Alberto Museum, bem interessante. Passei também pelo Natural History Museum, mas fiquei pouco - milhares de crianças berrando, me irritei e sai de lá. Esses e o Science Museum ficam lado a lado e são de graça. De lá fui, quase sem forças, pro Hyde Park. Muito bonito, varias pessoas curtindo aquele solzinho meia-boca como se fosse O verão,deitadas na grama e tals. Perdi a hora nessa brincadeira e tive que voltar correndo pro hotel pra tomar um banho e ir para o pub crawl que eu tinha agendado com as brasileiras. Mas esse é assunto para um próximo post, pq agora a praia me espera... beijos!



Voltei!

Ando muito desleixada com esse blog, mas juro que a culpa não e só minha... Continuo sem internet no quarto (nem sinal de telefone tenho) e escrever posts do celular e um saco, vamos combinar? Só hj descobri que tem Wi-fi no lobby e vou aproveitar pra atualizar vocês... Mas aconteceu taaaanta coisa que fica difícil saber por onde começar! Parei em Londres, ainda no primeiro dia, não foi? Pois bem, adorei Londres e realmente 5 dias eh pouco para ver tudo. Deixei de ir no British Museum pq meus pés não agüentavam mais, não entrei na London tower, nem no Madame Tussaud's, nem andei na London Eye - achei tudo muito caro e eu estava com as libras contadas. Mas andei muuuuito, vi varias coisas interessantes, enfim, valeu muito a pena! Pra não ficar cansativo, vou dividir os posts, ok? Então vamos ao primeiro...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Latest news from London

Oi, gente! Passando só pra dizer que eu to viva...rs. Os últimos dias foram bem corridos, cheguei tarde e cansada, então nem tive saco de vir pro lobby pra escrever - A internet não funciona no quarto. Hoje ė meu ultimo dia aqui e ainda falta visitar alguns lugares. Vou ao British Museum, Catedral de St.Paul e depois talvez suba na London Eye, a roda gigante na beira do Thames. Desisti do Madame Tussauds. 30 libras pra ver boneco de cera? No, thank You. Mais tarde eu volto com o resumo dos últimos dias. Beijos!

sábado, 16 de junho de 2012

London, London...

Oi, gente! To no lobby do hotel, único lugar que a internet funciona. Sem sono e sem querer ficar no meu beliche com mais 11 mulheres no quarto. Vida de pobre eh dura... ( como se acentua nisso aqui?). Enfim, vamos ao meu primeiro dia em Londres, no qual andei durante 12 horas e espero ter emagrecido uns 5kg só hoje... Acordei cedinho, tomei até café da manha (viu, mãe?)e arrumei as coisas pra mudar de hotel. Chamei um tx pq não dava pra andar com aquela bagagem de metro. Não Era hora do check-in ainda, então só deixei a bagagem e fui passear. Parei no lugar mais próximo do centro que minha linha deixava e fui andando. O dia, que e estava lindo, começou a mudar, mas fui andando... Cheguei no Palácio de buckingham (que o iPad insiste em mudar pra buchinhas)pra visitar avo Beth, mas era níver dela e ela estava cochilando, coitada, ficou de ligar depois... De lá fui andando até o Hyde Park, bem mais perto do que o que eu via nos mapas...rs. Tinha que encontrar o grupo do Walking Tour as 13h, então tive tempo pra passear um pouquinho. Hora do tour, o cara me pergunta se falo inglês ou espanhol e, quando respondo que os dois, ele me coloca no grupo de espanhol. E foi ótimo! Andamos, andamos e andamos por mais de 3 horas. Geralmente não gosto de excursões , mas eh bom pra conhecer a história do lugar, de graça, então... De lá fomos comer em um pub, onde conheci uma família mexicana que me adotou pelo resto do dia. Pai, mãe e duas filhas. Conversamos muito e fomos passear. Já não agüentava mais, pés cansados e um friiiiio do cão que se instalou, mas foi bom ter alguém pra tirar minhas fotos - e a companhia agradável tb, claro. Fui embora já quase 10 da noite e nem check-in tinha feito... Peguei o metro direitinho e voltei pro hotel. A idéia era tomar um banho e dormir, mas já tinha gente dormindo, tudo escuro, então só separei o pijama e fui pro bar. Conheci 2 escocesas, mãe e filha, e ficamos no fumodromo ao ar livre batendo papo e queixo... O frio piorou, amanha vou sair encapotada. Não to seguindo nada do roteiro que eu fiz com tanto trabalho...rs... Mas já conheci metade das coisas que queria. Bom, o bar fechou, vim pro lobby e agora e hora de dormir pq amanha tem mais... Beijos!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Finalmente, Europa!

Oi, genteeee! Eike loucura, cheguei!So agora, no hotel, foi que eu consegui me conectar. Meu celular simplesmente não funcionava! Enfim, já to em Londres, esperando o sono chegar pq amanha troco de hotel, vou pro hostal. Vou aproveitar a internet disponível pra contar como foi a viagem... Vôo para Lisboa saiu um pouquinho atrasado. Como não te deixam escolher lugar, me colocaram no meio de duas senhoras, um horror. Assim que decolou fui procurar outro assento e achei uma janela. Ufa! A moca do meu lado era goiana morando há 8 anos e, Lisboa. Conversamos pouco, logo depois do jantar me deu sono e cochilei um pouco. Vi uns filmes e a todo momento tentava abstrair o fato de não poder acender meu cigarrinho. Sofrido, gente, vou mentir não. Mesmo com o atraso na partida, chegamos em Lisboa na hora certa, 6 da manha. E aí fomos pra fila de imigração. Jeeeeesus, o que era aquilo? Uma fila gigantesca, parecia que todos os vôos tinham chegado naquela hora! Foram só duas horas na fila pro cara nem me perguntar nada, só quanto tempo eu ia ficar, e carimbar meu passaporte. Depois, correria atras da bagagem e alfândega. marilene, a ajudante de cozinha negra que veio do meu lado, foi parada. O cara, olhou pra mim e nem perguntou de onde eu vinha, mandou passar. Preconceito não, né ? Me perdi dela nesse ponto e fui tomar um café (mentira, primeiro fui fumar!) e já rolou a primeira piada de português. Peco um expresso simples e em seguida mudo de idéia, quero um expresso duplo numa xicara maior, pode ser? Hmmmm, não sei, senhora...só se o preço for duplo também, ora pois! Ela achava o que, que eu tava pedindo chorinho de café?rsrs. Aí fui fazer o checo-in pra Londres. Não achava o balcão da British e fui perguntar pra um rapaz. Ele disse, "não sei, veja com aquele anaozinho ali". O que, moco? aquele anaozinho ali te informa, esta vendo? Não, seu moco, to vendo nenhum anaozinho... Logo eu, que nem tenho medo de anão...rsrs. Aí ele me levou até uma maquininha tipo essas de check-in e eu entendi que o anaozinho era o ecrãzinho (tela), mas com o sotaque fortíssimo do gajo eu só entendia anãozinho... Affff. Chego em Londres quase sem fila pra imigração e percebo que não me deram o papelzinho pra preencher no avião. Saio correndo atras, volto pra fila nervosa, tentando preencher o papel, segurar meu casaco, a bolsa, a mochila... Eu, que tava toda bonitinha pro cara não implicar, acabei chegando tremendo e toda esbaforida. Sorte que ele me fez 2 ou 3 perguntas e tucum, passei na temida imigração londrina! Demorei quase uma hora pra pegar a mala e depois um tempo pra achar o cara do transfer, que eu achava que já tinha ido embora... Mas achei o Magnus, o motorista, muito simpático e que ainda elogiou meu inglês! Pra completar, a primeira música que ouvi em Londres foi Don't stop me now, do Queen, Que eu amo! Linda coincidência! O hotel e minúsculo, o quarto idem, sem janela e, pior, dizem que se vc fumar, a multa e de 200 euros. Fumei debaixo do chuveiro, prove que eu fumei agora, ra! Enfim, dormi um pouquinho e fui passer pelas redondezas. Vi os ônibus de dois andares, a famosa cabine telefônica e os ingleses aficionados por futebol vendo jogo nos pubs. Parei em uns 33 pra tentar um wi-fi free, mas não rolou. No ultimo, já na rua do hotel, parei pra comer e conheci o Arnaud, um africano negao que xonou na loirinha aqui...kkkk. Disse que gostou de mim, pediu meu telefone, mas eu anotei o dele e prometi que ia mandar uma mensagem... Aham... Enfim, amados, esse mega relato foi meu primeiro de muitos, sempre que a internet grátis permitir. Amanha vou fazer um tour a pé pelos pontos principais e tirar muitas fotos. Volto em breve, beijos! PS: não sei acentuar nesse IPad e ele muda palavras a revelia, então nem se preocupem pq eu já me despreocupei...rs.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Amanha! Ui!

Passando aqui pela ultima vez antes da viagem, só pra dar um oi... Os últimos dias foram super corridos, entre despedidas e arrumações, mas resolvi tudo e já ta tudo pronto! Acho que não to esquecendo de nada...rs. Assim que chegar em Lisboa vou tentar dar notícias, se encontrar Wi-fi no aeroporto. Anyway, se não tiver, em Londres, no hotel, tem. Ainda to meio nérvosa, tomei um remedinho pra ajudar a dormir e ver se somem essas olheiras de urso panda que se instalaram na minha cara. Também quero eliminar os quatro quilos que engordei no ultimo mês e que não me pertencem. Mas como vou caminhar muito, acordar cedo e não parar o dia todo, acho que consigo tirar esse encosto de mim...rs. Enfim, crianças, vou tentar dormir bem pq serão quase 24h no ar. Não percam nenhum capitulo dessa eletrizante novela, melhor que avenida Brasil. oioioi! Beijos, beijos, beijos e até breve! Wish me luck! ;)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Daqui a uma semana...

Voltei! Agora só falta uma semaninha pro embarque! A ansiedade diminuiu um pouquinho, pq consegui resolver umas pendências (tipo a maldita unha, que já se foi - R.I. P.), comprei coisinhas que são difíceis de comprar lá - biquini, por exemplo. Nunca gostei de fio dental, sempre preferi os maiores, masss... na Europa os biquinis são enoooormes e folgados, parecem um coador de café quando você sai da água! Sério, é ridículo. Também fiz uma listinha dos remédios que vou levar - quase nunca preciso, mas é melhor se prevenir. Lá eles são chatos e cobram receita pra quase tudo. Melhor garantir.

Mas enfim, comprei coisinhas (ah, uma sandália Havaianas roxa, plataforma, linda!!) e comecei a arrumar a bagagem. Achei uma bolsa pequena, a tiracolo, pra andar pra cima e pra baixo. Coube tudo que eu preciso, ótima! Até uma pastinha arquivo pra colocar os documentos coube! Minha bagagem de mão é a mochila véia de guerra. Nela vão uma muda de roupa (já tive mala extraviada, sei como é...), necessaire com produtinhos básicos em miniatura (na Europa só pode levar líquido/gel/creme até 100ml na bagagem de mão), outra com os gadgets (câmera, cabos, gravador, carregadores), remédios e bijous, meu Ipad novo :)  e um livro.

Agora falta o pior: a mala! Hoje confirmei com uma amiga de Barcelona que os preços estão super baixos - país em crise, né? - e há descontos em todas partes. Vou tentar levar o mínimo possível de roupa pq em Barcelona, segunda parada, vou ter tempo pra comprinhas. Aí deixo a mala com o que eu comprar na casa da minha amiga e pego na volta, quando eu passar por lá depois no fim da viagem! Nos outros lugares só pretendo comprar lembrancinhas, coisas pequenas. Dentro da Europa o peso máximo da mala despachada é 23kg + 10 kg na mão. E excesso de peso é caríssimo, tipo... caríssimo! #adorávelpsicose.

Mas, como eu já disse aqui, eu sou daquelas que leva um vestido de noiva na mala porque... vai que, né? rs.   É difícil arrumar mala pra uma viagem de 48 dias. Claro que você pode lavar roupa e tals, mas embora seja verão, em alguns lugares faz um friozinho para brasileiros só acostumados com férias no Nordeste. E como vou passar poucos dias em cada cidade, as mina pira só de pensar que a roupa não vai secar! Juro, vou tentar me controlar e ir com uma mala entre 10 e 15 kg.

Então é isso... só falta mesmo fazer a mala, comprar meus euros/libra em espécie e pegar minha carteira internacional de jornalista. Já falei aqui brevemente, mas essa carteira é a oitava maravilha do mundo! Não pago entrada ou tenho descontos em museus e atrações. E não preciso andar com o passaporte o tempo todo, ela é minha carteira de identidade. Sem contar os perrengues com polícia ou imigração que eu possa ter pelo caminho... Ser jornalista tinha que ter alguma vantagem, né?

Bom, crianças, ainda volto antes da viagem! Qualquer dúvida, ask me! Beijos!!






domingo, 3 de junho de 2012

Faltam 10 dias!! =O

A ansiedade tá tão grande que parece que nunca viajei na vida! Mas acho que é normal, né? Foram 7 anos de espera e só pude realizar esse sonho graças ao dinheiro ganho com o processo em cima da CVC, ainda da primeira viagem a Buenos Aires (gracias, CVC! Se vocês não fossem péssimos talvez não pudesse fazer essa viagem maravilhosa agora, beijos!). Depois eu conto aqui esse pesadelo...

Já está quase tudo pronto, todas as reservas de hotel e passagem, seguro viagem, mapas no Google Maps guardados... só falta buscar minha carteira internacional de jornalista (a carteira me dá descontos ou entrada free em museus e atrações), comprar libras e euros - tô rezando todo dia pra abaixar - e fazer as malas.

Só tem uma coisa me incomodando: minha unha do dedão do pé!rs Parece brincadeira, mas levei um pisão e a unha ficou roxa, mas não caiu.Só que qualquer sapato fechado me incomoda, dói demais, e como eu pretendo andar muuuuuito, tô tentando resolver esse problema antes de ir. Só não sei como (vou procurar no Google...rs).

Hoje estava pensando no quão cansativa vai ser a viagem de ida. Saio de Brasília às 16h45 do dia 14/06 e chego em Lisboa às 6h do dia 15, horário local. Aí fico no aeroporto até meio-dia, quando pego o voo pra Londres. Preciso saber se tem locker no aeroporto de Lisboa, pq ficar andando com a mala é dose... Chego em Londres às 14h e pouco e faço nova imigração. Devo chegar no albergue por volta de 4 da tarde.

Como estarei cansadérrima, vou querer dormir. Só que o quarto que eu vou ficar é pra 12 pessoas (!!). Espero que, na hora que eu chegar, todo mundo esteja na rua... Até tentei hoje ver se eu conseguia um hotel relativamente barato pra passar essa primeira noite num quarto individual, mas não rolou... Amanhã vejo de novo.

Enfim, só queria mesmo dividir minha ansiedade com vocês...rs. Quem me conhece sabe que eu adoro falar e adoro escrever. Mamãe vai trazer de NY um Ipad pra mim (ótimo, não vou ter que carregar o notebook, menos peso!) e sempre que tiver wifi de graça mando notícias pra vocês! Mas ainda volto aqui antes da viagem, certeza...rs. Beijos!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Veneza - fim da viagem!

E o mochilão vai chegando ao fim...Voltei a Roma, troquei de aeroporto e fui pra Veneza. Também tinha alugado um bangalô em um camping de lá. Só que, de novo, o voo era à noite. Cheguei por volta de 22h e o vaporetto (espécie de táxi marítimo) já não funcionava a essa hora. O camping tampouco ficava em Veneza, mas numa ilha próxima. Por sorte não tinha greve de taxistas, mas o aeroporto era loooonge... Paguei 20 euros na passagem de avião e mais 60 pra chegar até o hotel. Os bangalôs do camping eram até bonitinhos, mas o lugar estava igualmente vazio. Não fiz amiguinhos por lá...rs.
No dia seguinte, peguei um vaporetto e  fui conhecer Veneza. Linda, linda, linda! E não sei se eu estava com o nariz entupido, mas não senti o fedor insuportável que dizem que rola por lá...rs. É uma delícia se perder pelas ruazinhas, parar pra tomar um capuccino ou um gelatto nas mesinhas nas calçadas. Não passeei de gôndola porque o bolso da mochileira que vos fala já estava vazio.
O único perrengue que eu passei por lá foi na Piazza San Marco, quando uma criança encapetada jogou uma coisa em mim e fui atacada por milhares (ou milhões??) de asquerosos POMBOS!! Arrrrghhh! Era farelo de milho, que as pessoas compram (?) para que os pombos venham comer na sua mão (????). Gente estranha, viu?


Veneza, claro, é uma cidade muito romântica - não aconselho ir sozinha e na fossa...rs. Só passei dois dias lá e acho que foi suficiente. De lá ainda ia pra outras cidades italianas, como Firenze e Milão, mas eu estava MUITO, mas MUITO cansada. Já eram mais de 2 meses com uma mochila pesadíssima nas costas, entrando e saindo de avião, trem, metrô, barco, ônibus... tudo que eu queria era voltar pra Barcelona! E assim eu fiz: comprei a passagem e voltei pra "casa" - que até então eu não sabia que seria minha casa mesmo por dois anos.
E assim foi meu mochilão solitário. Dois meses e uma semana, 10 cidades, 25kg nas costas e muitas histórias pra contar... Espero que tenham gostado do meu relato e aguardem minhas novas aventuras que começam dentro de duas semanas! ;)


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Grécia - Parte IV (e última, juro!)

Desculpem tantos posts, mas a Grécia foi o país onde eu conheci mais lugares e passei mais perrengues nesse mochilão solitário. De volta à Atenas (e ao hostel xexelento onde havia deixado meu passaporte), resolvi aproveitar pra visitar os pontos turísticos que eu não tinha conhecido antes e fiz toooodo o recorrido pelos templos, conheci as praças, me meti no meio de uma passeata que eu não tenho ideia sobre o que era... Passei o dia todo caminhando. Cheguei exausta no pardieiro  albergue e fui descansar um pouco. Acho que não comentei antes, mas o "anjo da guarda" que me salvou no aeroporto tinha marcado um jantar comigo naquela última noite que passaria lá. Liguei pra ele umas duas vezes, deixei recado na secretária eletrônica e... NADA. Levei um bolo monumental.
Às 10 da noite, morta de fome, resolvi sair pra comer alguma coisa ali perto. Eu já dei uma dica aqui para procurarem locais próximos ao centro, mas esqueci de avisar uma coisa: dependendo da cidade, o "centro" é a área comercial, ou seja, só funciona durante o dia. Esse muquifo onde eu me hospedei era assim - à noite, a rua era escura, deserta e uma área de usuários de drogas e prostitutas. Perguntei pro recepcionista onde poderia comer alguma coisa e ele disse que havia uma rua de restaurantes umas quatro quadras acima, mas que não era recomendável eu ir andando sozinha. Só que os taxistas continuavam de greve, então... A Fome venceu o Medo.


Dobrei a esquina, coloquei o capuz e corri, corri, corri como se não houvesse amanhã! Run, Forrest, run!! E cheguei, sã, salva, esbaforida e descabelada ao meu destino. No verão ou nos fins de semana essa rua deve ser bastante movimentada, mas numa segunda-feira à noite... Nem tive coragem de escolher algum restaurante, sentei na primeira mesa que vi. Veio um rapazinho muito simpático me atender, me recomendou um prato e começou a conversar. E continuou conversando enquanto eu comia. E depois que eu acabei de comer. Me contou toda a vida dele. Eu só conseguia pensar em como eu ia voltar correndo pro hotel de pança cheia. Aí o garçom disse que estava acabando o turno dele e que ele poderia me acompanhar até o albergue.
Minha última experiência com garçons simpáticos não tinha sido nada agradável, mas... era isso ou correr um risco maior voltando pra lá sozinha. Acabou o turno, ele me apresentou pro chefe e pros colegas ("minha amiga do Brasil") e fomos. Ele disse que aquela rua por onde eu vim era muito perigosa e que conhecia uma caminho mais "seguro". Fui na fé. No meio do caminho ele para num bar e pergunta se eu tomaria um drink com ele, pq ele não tinha amigos, nunca podia sair, que trabalhava demais, mimimi. Fiquei com pena e tomamos alguns drinks. E na hora de ir embora, quem disse que eu me lembrava do nome grego da rua onde ficava o albergue?? Na pressa, saí só com o dinheiro do jantar no bolso. Rodamos todo aquele centro horroroso, mas eu não reconhecia nada, não via nenhum ponto de referência.
Aí ele disse que morava perto e que eu podia passar a noite lá. Jesusjesusjesus! O que fazer numa situação dessas?? Fui na fé, de novo. No dia seguinte acordo com barulhos de panelas, louças... Que bonitinho, ele está fazendo café pra mim! Mas não era ele. Era a MÃE dele, que achava que eu era a nova namorada do filho, e estava fazendo um banquete de café-da-manhã pra mim! Ela era uma búlgara super simpática, mas não falava uma palavra de inglês. Ele ficou sentado no meio, traduzindo pra uma e pra outra. Imaginem a decepção na cara dessa mulher quando eu disse que não era a namorada e que estava indo embora em algumas horas?! Ela chorava, me abraçava, me pedia pra ficar... hahahaha.
Consegui me desvencilhar da "sogra chorosa" e fomos procurar o albergue. De dia eu conseguia enxergar as coisas e, quando avistei o Starbucks que ficava na rua do hostel, quase chorei de alegria! Peguei minhas coisas (meu passaporte também, dessa vez) e o búlgaro fofo foi comigo até a parada de ônibus. Da mesma forma que existem filhos da puta, como vários que eu encontrei no caminho, também existem os anjos da guarda, como ele. Nos despedimos, ele chorando (búlgaros são muito sentimentais...rs) com promessas de ele me visitar em Barcelona, mas nunca nem trocamos e-mail. Depois de tantos percalços durante essa viagem, não via a hora de voltar à Itália...

Grécia - Parte III

Pra chegar em Ios, peguei uma lancha rápida. Sabe quando os buggeiros perguntam no Nordeste "Com emoção ou sem emoção?". Pois é, lá não existe a segunda opção. A lancha bate com tanta força na água que às vezes parece que ela vai levantar voo! Pessoas de estômago sensível não devem utilizar esse meio de transporte, fica a dica!
Não tinha reservado nada em Ios e estava meio preocupada. Que nada! Na hora que você chega no porto há dezenas de pessoas esperando pra te "raptar" e levar pra pousada delas. De novo, me lembrou alguns lugares do Nordeste, tipo Jericoacoara. Uma senhora gordinha foi mais rápida e, quando vi, já estava dentro da van que me levaria à pousada. Na verdade, era uma casa onde ela alugava quartos e ficava no meio do caminho, entre a praia e a vila. O quarto era fantástico: duas camas, TV, frigobar, um banheiro só pra mim e uma vista maravilhosa - tudo por 16 euros a diária! Estava no paraíso.
Ios funciona assim: de dia, só praia. À noite, os bares da vila fervem. Então lá fui eu pra praia, por uma trilha "alternativa" que eu mesma inventei, ralando as pernas e enchendo o tênis de carrapicho - a poucos metros dali havia uma escada, que eu só descobri depois de me esfolar toda, claro. As praias de lá têm barracas parecidas  com as nossas (aí o Nordeste de novo) e você pode alugar espreguiçadeiras ou estender a canga (ou toalha, como eles usam na Europa) e ficar lá de bobs, sendo servida pelos garçons, mas sem aqueles vendedores chatos berrando no seu ouvido. Depois de um dia de praia, passava no hotel, tomava um banho, tirava um cochilo e ia pra vila.
Não adianta levar mapa nem GPS, você vai se perder por aquelas vielas de pedra. A vila também é muito bonitinha, mas bem menor que Mykonos. Há vários restaurantes, lanchonetes, barzinhos bem animados - coisa que não vi em Mykonos porque me tranquei no hotel com medo do jamaicano psicopata. Encontrei um boteco cheio, música boa, e fiquei por ali. Conheci um monte de gente, viramos umas tequilas e... não sabia mais voltar pra pousada! O barman, muito solícito, me acompanhou até lá depois do bar fechar.
No dia seguinte, mais praia. Fui pra mesma barraca e o garçon me reconheceu. Batemos papo, ele se ofereceu pra cuidar da minha mochilinha enquanto eu mergulhava, muito gentil. Ainda tinha uma noite e um dia ali, então bora pra vila de novo! Rodei, rodei e acabei parando no mesmo barzinho. Mais fiesta! (aí essa parte foi censurada).
No meu último dia na ilha, antes de voltar a Atenas, acordei mais tarde, fiz o check-out e desci pra praia de mochilão. Meu "amigo-garçom" guardou pra mim e ainda deu pra tomar um solzinho, já que o barco só sairia no fim da tarde. Na hora de pegar minha mochila e perguntar onde eu pegaria o ônibus pra ir pro porto, ele se ofereceu pra me levar até lá. Aceitei. Detalhe: de moto. Lá fui eu, com minha mochila de 200kg nas costas, outra de 50kg na frente, rezando pra não cair daquela lambreta! No meio do caminho ele para e pegunta se pode buscar um casaco em casa, pois estava esfriando. Ok.
Chegando lá, ele me ofereceu um copo d´água e, assim que eu entro, ele pula e tranca a porta! Ai, caceta... Entrei em pânico e tive que usar todos os meus dotes artísticos, chorar feito uma louca, dizer que meu noivo estava me esperando em Roma e um blablablá interminável. Por fim, ele cedeu e abriu a porta. Já do lado de fora comecei a gritar e exigi que ele me dissesse onde passava o ônibus. Mas o ônibus da hora já tinha passado e eu perderia o barco se esperasse o próximo. Tive que ir com ele na moto e, chegando no porto, saltei correndo e nem agradeci a "carona".
Já esperando o embarque, o fdp reaparece e me pede perdão, disse que achou que eu estivesse querendo "porque era brasileira" (tá vendo, meninas?) e no fim ainda pediu meu e-mail! Armênio dos infernos, vai mandar e-mail pro Capeta!! Fiz a viagem de volta aos prantos, com ódio, mas aliviada por ter escapado de ter sido estuprada. Até que cheguei a Atenas e aí vem a última parte da saga grega (senão esse post fica gigante...).

Grécia - Parte II

No último post eu contei sobre minha chegada a Atenas - que eu acabei sem conhecer - e à noite embarquei para as ilhas. Como estava pobrinha, comprei a passagem mais barata e fui enfrentar 8h de viagem pelo mar Egeu até Mykonos. No convés. Apreciei o por-do-sol e fui procurar um locker pra guardar minha mochila e, surpresa! - tudo lotado. O jeito era estender a canga no chão e "dormir" abraçada com a mochila. Um friiiio do cão! Óbvio que na manhã seguinte eu estava toda torta. Sorte que tinha um moço no porto segurando uma plaquinha com meu nome e me levou pro hotel (que na verdade era um camping com bangalôs).
Eu escolhi esse lugar porque li um pouco sobre e diziam que era o "point" de lá, mucha fiesta e tal... Só que eu comecei minha viagem em agosto e já estávamos no finalzinho de setembro - yes, a temporada já tinha acabado. O hotel estava quase às moscas e não ficava perto do centro. Enquanto estou fazendo o check-in, aparece um jamaicano loco loco loco e começa a bater papo. Tava engraçado, porque eu não entendia nada do que ele dizia e só sorria e acenava, sorria e acenava... Fui pro meu bangalô tirar uma soneca (não dormi nada na viagem) e quando acordei já estava escurecendo. Na recepção me disseram que o centro estava distante, mas que lá no hotel havia um restaurante/bar. Perdi o dia, fazer o que?
 O local era enorme, na beira da piscina. No verão devia ser uma festa só, mas com o fim da temporada vi umas duas ou três  mesas ocupadas. Sentei no balcão, pedi uma bebida, um sanduíche e quem aparece de novo? O jamaicano doidão. Como eu tinha sido simpática mais cedo, ele já se achava meu amigo. Conversamos, até que começou a esfriar  bastante e eu quis voltar pro quarto; não queria perder mais um dia de praia. Ele se ofereceu pra me acompanhar e foi a deixa pro cara vir pra cima de mim! Aimeujesuscristinho! Tentei me desvenciliar de todas as formas, até que disse que só ia no quarto pegar um casaco e voltaria. Entrei e me tranquei lá dentro! Pra quê? Esse homem ficou doido, começou a bater insistentemente na porta, na janela... e ninguém da recepção, a sei lá quantos metros de distância, ouvia. Óbvio que não tinha telefone no quartinho e meu celular não funcionava. Ele só parou quando eu disse que ia ligar pra polícia.
No dia seguinte corri pra recepção e contei o que tinha acontecido. O cara me perguntou se eu queria mesmo que ele chamasse a polícia e eu disse que não, mas que desse uma dura ou expulsasse aquele doido tarado de lá. Pela terceira vez eu senti medo por ser mulher, brasileira e estar viajando sozinha, mas não seria a última...

Os outros dias em Mykonos foram tranquilos. Curtia praia durante o dia - mesmo com um vento gelado e uma água mais gelada ainda, cheia de peixes que não param de ter beliscar - e passeava pela cidadezinha, sem mapa, sem rumo. À noite, ainda traumatizada com o jamaicano (que foi convidado a ser retirar de lá), ficava trancada no quarto, lendo. A ilha é linda, com aquelas casinhas brancas, flores nas janelas, várias lojinhas de souvenirs, vários casais apaixonados (a maioria gay, óbvio) e paisagens de tirar o fôlego. Mas era hora de partir pra Ios, outra ilha mais próxima - tive que deixar Santorini de fora por causa da falta de tempo mesmo. E aí começa a última parte das Aventuras de Joana nas terras de Zeus & cia...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Grécia - Parte I

Sempre sonhei em conhecer a Grécia. Queria, inclusive, esticar até a Turquia, mas tive medo de ir sozinha. Mas as minhas aventuras na terra de Afrodite foram muitas...
Primeiro, a chegada, às 22h em Atenas (já avisei aqui: evitem comprar passagens para voar à noite, mesmo o preço sendo mais barato). Estava cansada, ainda de ressaca e tudo que eu queria era pegar um táxi e ir pro hostel. Na saída, vi uma fila de táxis parados, mas... sem motoristas! Fiquei ali que nem uma pateta, esperando aparecer alguém e nada... Chegou uma senhora inglesa perto de mim e exclamou: "Ah, não... greve de novo?". Eu nunca tinha visto greve de táxis. Essa senhora me explicou que o filho dela, que morava lá, ficou de buscá-la no aeroporto, mas não apareceu.
 As opções para chegar até Atenas? Limusine ou busão. Mas como eu ia pegar um ônibus àquela hora, descer numa praça e procurar meu albergue? Pânico é pouco pra descrever o que eu senti! A inglesa, inclusive, não ia pra Atenas, mas pra uma cidade vizinha. Fomos pra fila do ônibus e, pouco antes de comprarmos os bilhetes, o filho dela aparece! Foram outros anjos da guarda. Por coincidência, o rapaz tinha uma loja ao lado do meu albergue e me deixou lá, na porta. Ufa!
O hostel (que custou 10 euros a diária) fedia. Pero es lo que hay... Cheguei ao quarto, no terceiro andar sem elevador e descobri que as camas não estavam forradas. Aquele colchão caindo aos pedaços, nada de travesseiro... a sorte foi que minha companheira de quarto tinha um lençol sobressalente e me emprestou, me cobri com a toalha e fiz uma trouxa de roupa suja de travesseiro. Apaguei.

No dia seguinte acordei e tudo que eu queria era um banho. Me dirigi ao banheiro coletivo e - ué, que estranho - não vi chuveiro. Subi um andar, desci outro... cadê? Isso mesmo, não tinha chuveiro! O que existia era uma espécie de box, sem portas, com uma torneira que ficava na altura do umbigo. Gzuis amado! Lá vou eu tomar banho agachada, parecendo uma rã... Fiz o check-out, desejando nunca mais passar na porta daquele muquifo, e deixei minha mochila na loja do meu novo amigo que me salvou no aeroporto.
Fui me perder pela cidade - literalmente - enquanto meu barco pras ilhas não saía. Pedir informação em Atenas? Esquece. Eles não falam inglês e, quando não te viram a cara, são solícitos até demais. Fiquei andando em círculos tentando chegar na Acrópole, mas não consegui. Peguei minha mochila e o novo amigo me colocou num ônibus pro porto. Chegando lá, cadê meu passaporte??? Revirei tudo e não achava. Quando estava prestes a sentar no meio-fio e chorar, lembrei de ligar pro albergue. Estava lá, na recepção! O cara disse que guardaria até eu voltar (ia passar mais um dia em Atenas na volta) e que eu não precisava dele pra pegar o barco. Ok, fui embora sem lenço(l) nem documento.

Atenção aos detalhes!

Voltei!
 Os últimos dias, de comemorações e despedidas, não me deixaram passar por aqui pra continuar meus relatos da viagem passada... Mas hoje não quero falar sobre isso.
Quero falar sobre como eu fiquei TENSA ao imprimir meus e-tickets e descobri que uma reserva não estava confirmada! Quer dizer, eu recebi o primeiro e-mail, com a confirmação da reserva e pendente de cobrança, mas nunca recebi o segundo. E só vi isso hoje.
Pois é. A primeira reserva  de voo que eu fiz dentro da Europa não foi confirmada, nem cobrada, nem nada. Foi feita em março e daqui a 2 semanas eu viajo. A sorte é que eu consegui uma passagem no mesmo voo que eu tinha reservado, um pouco mais caro, mas não muito. UFA!
Mas esse papo todo é pra dizer que, se você reservar suas passagens/hotéis pela internet, LEIA seus e-mails, não apenas jogue na pasta "Viagem" e tudo bem (foi o que fiz...). E leia TUDO, porque cada companhia tem um limite de peso de bagagem, cobra por isso ou aquilo. Ah, muito importante: CHECK-IN ANTECIPADO. As companhias low-cost, principalmente, cobram se você fizer check-in no balcão - às vezes mais que o preço  da passagem.
Todos os outros voos estão OK, mas #ficaadica se você fizer reservas pela internet. Mandei um e-mail com o número da reserva no site, mas não acredito que vá resolver alguma coisa.
Ah, e mais uma coisinha: cheque seu e-mail SEMPRE! Ontem mesmo recebi um e-mail dizendo que meu aeroporto em Berlim tinha mudado - se eu tivesse contratado um transfer, por exemplo, teria problemas. Bom, depois volto com mais informações! Friiiiiio na barriga que vocês nem imaginam!! :)

P.S.: Comentem alguma coisa, né?? Muito triste ver que quase 200 pessoas já leram o blog e tem 10 comentários...rs. Sou carente, gente!! ;)

domingo, 20 de maio de 2012

Roma - Parte II

Pra minha sorte, o neozelandês FDP foi embora no dia seguinte e eu não precisei matá-lo. Eu ainda teria 2 dias em Roma e fui turistar. Andei pela cidade, sem pressa e sem rumo. Pra noite eu tinha agendado um pub crawl com o pessoal do hotel. Pra quem não sabe do que se trata, o pub crawl consiste em sair de bar em bar tomando shots e terminar a noite em alguma boate. Cansativo, mas divertido.

Desde o primeiro dia eu estava de olho em um dos funcionários búlgaros lindos do hostel. Achei que aquela seria minha chance de me aproximar dele, mas levei um balde de água fria - ele disse que não iria, que teria que ficar tomando conta do hostel, blablablá. Ok, baby. No último bar/boate que paramos o outro búlgaro bonitão veio dar em cima de mim. Se não tem tu...rs. Ficamos. Quando estou lá aos beijos com ele, quem resolve aparecer? Pois é.

Perdeu, playboy. O grupo se dispersou, o povo começou a ir embora e eu voltei pro hostel com o búlgaro bonitão. Obviamente, não sem antes pararmos numa igreja pra dançar valsa nas escadas. Pula essa parte... e foi aí que eu perdi um pé da minha sandália, não me perguntem como. Não dava pra caminhar descalça, então pegamos um táxi e ele me levou até o quarto no colo :) E o outro lá, olhando tudo...

No dia seguinte eu e outros hóspedes de ressaca fomos expulsos do hostel pela faxineira, que precisava limpar os quartos. Íamos caminhar pela cidade mas encontramos um parque de grama verdinha, verdinha... muito convidativa pra pessoas de ressaca. Nosso passeio terminou ali, tirando um cochilo no parque. Depois voltei pro albergue porque tinha um voo pra Grécia me esperando... ;)


sábado, 19 de maio de 2012

Roma - Parte I

De Amsterdam peguei um avião pra Roma, não sem antes passar por um mega constrangimento. Já esperando pra entrar na sala de embarque sou abordada por dois brutamontes (um homem e uma mulher) que me pedem pra sair da fila. Tire as botas, a boina, a jaqueta... enquanto a mulher me dava um baculejo, o cara ia tirando as coisas da minha mochilinha - na frente de todo mundo! Nem tinha passado ainda pelo detector de metais. Enquanto a "criminosa" era revistada, um casal também foi retirado da fila e passou pelo mesmo constrangimento. Depois, só um "pode ir, boa viagem".

Enfim, cheguei a Roma. Do aeroporto pra estação de trem, da estação de trem para o albergue que eu não encontrava nunca, mais perdida que amendoim em boca de banguela... Depois de muito rodar cheguei ao hostal e fui recebida pelo staff mais lindo que eu já vi - 3 deuses búlgaros que, além de guapísimos, eram simpáticos. Melhorou meu dia. =) Peguei um mapinha que deve ter sido feito por uma criança e saí.

Andei pelas ruínas, foro (ou fórum?) romano, Coliseu, Fontana di Trevi e várias outras fontes e praças. Voltei exausta, mas no albergue tinha a tal "noite da pasta" e me enturmei com um pessoal. No dia seguinte um grupo faria uma visita ao Vaticano e eu fui junto. Tudo lá é impressionante e exala riqueza. A Basílica, Capela Sistina, os museus... e foi legal ter um guia (meu primeiro passeio guiado!), que por acaso era um dos gerentes gatinhos  do albergue. ;)

O passeio foi cansativo, durou o dia todo e à noite eu ficaria no hostel mesmo. Mas era um "party hostel", eu estava em um quarto com seis pessoas e descansar era a última coisa que eu conseguiria fazer. Durante o jantar engatei um papo com um neozelandês e ele propôs que procurássemos um barzinho ali perto pra tomar a saideira. Só que o albergue ficava numa zona movimentada durante o dia e completamente deserta durante a noite. Fomos pedir informações na estação de trem e o cara nos disse pra pegar o metrô até a estação X, que lá estavam os bares e restaurantes. Fomos, né?


Chegando na tal rua, tudo ainda estava abrindo e descobrimos que os bares só abriam mais tarde - naquela hora, só os restaurantes estavam funcionando e, se nos sentássemos, tínhamos que comer alguma coisa. De repente encontramos um bar aberto - eba! - e entramos. Era um Karaokê gay. Beleza, se não tem tu... Foi divertido, conversamos bastante até nosso dinheiro acabar - eu tinha uns 20 euros na carteira - e tudo que eu queria era pegar um táxi e voltar pro hotel. Só que o rapaz queria ir caminhando até o outro lado da cidade! Bati o pé e ele cedeu, mas disse que precisava tirar dinheiro num caixa eletrônico. Fiquei esperando 10, 20, 40 minutos... e os garçons já retirando as mesas da calçada. Quando eu vi que ele não voltaria, caí no choro. Estava sozinha, numa cidade desconhecida, sem grana pra voltar pra "casa"... e aquele filho da puta me abandonou!!!

No meio da minha crise de choro, fui cercada por garçons preocupados comigo, uns 10 à minha volta. Aí escuto uns gritos de uma mulher e eles se afastaram. Ela me puxou pelo braço, perguntou o que eu estava fazendo ali sozinha aquela hora e eu contei minha triste história. Ela era uma prostituta russa e disse que aquela era uma área perigosíssima. Parou um táxi, perguntou quanto seria a corrida até meu hotel e pagou o taxista, com a recomendação de me deixar na porta. Foi meu anjo da guarda.Cheguei puta puta puta da vida com o cara e nem conseguia dormir de tanta raiva. Minutos depois escuto alguém subindo as escadas e era o próprio, com a cara mais lavada do mundo, dizendo que tinha voltado lá e eu não estava mais... MORRA, MORRA, SEU FDP!! (to be continued...).

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Roteiro 2012 - Datas e Custos

Antes de continuar meus relatos, vou postar aqui o roteiro completo, com as datas. Se alguém estiver por lá nesse período, let me know!


VIAGEM PARA EUROPA  - DE 14/06 A 31/07
14/06 – QUINTA:  BSB-LISBOA (TAP – 16h45-06h00) 
15/06 – SEXTA: LISBOA- LONDRES (BA – 11h-13h40 Heathrow) 
16/06 – SÁBADO: LONDRES
17/06 – DOMINGO: LONDRES
18/06 – SEGUNDA: LONDRES
19/06 – TERÇA: LONDRES
20/06 – QUARTA: LONDRES
21/06 – QUINTA: LONDRES – BCN (BA – City 09h10-12h20)
22/06 – SEXTA: BARCELONA
23/06 – SÁBADO: BARCELONA
24/06 – DOMINGO: BARCELONA
25/06 – SEGUNDA: BARCELONA
26/06 – TERÇA: BARCELONA
27/06 - QUARTA: BARCELONA
28/06 - QUINTA: BARCELONA - GRANADA (Vueling - 13h20-14h45) 
29/06 - SEXTA: GRANADA
30/06 - SÁBADO: GRANADA
01/07 - DOMINGO: GRANADA - CÓRDOBA - SEVILHA (TREM)
02/07 - SEGUNDA: SEVILHA
03/07 - TERÇA: SEVILHA
04/07 – QUARTA: SEVILHA - BARCELONA (Vueling - 21h10-22h40) 
05/07 - QUINTA: BARCELONA - BERLIM (Vueling 11h25- 14h05) 
06/07 - SEXTA: BERLIM
07/07 - SÁBADO: BERLIM
08/07 - DOMINGO: BERLIM
09/07 – SEGUNDA: BERLIM – BUDAPESTE (SMARTWINGS - Bradenburg  11h55 – 13h20) 
10/07 – TERÇA: BUDAPESTE
11/07 – QUARTA: BUDAPESTE
12/07 – QUINTA: BUDAPESTE –VIENA (TREM)
13/07 – SEXTA: VIENA
14/07 – SÁBADO: VIENA – PRAGA (TREM)
15/07 – DOMINGO: PRAGA
16/07 – SEGUNDA: PRAGA
17/07 – TERÇA: PRAGA – PARIS (SMARTWINGS – 12h30-14h15 CDG) 
18/07 – QUARTA: PARIS
19/07 – QUINTA: PARIS
20/07 – SEXTA: PARIS
21/07 – SÁBADO: PARIS –BCN (VUELING - Orly 16h30-18h05) 
22/07 – DOMINGO: BARCELONA
23/07 – SEGUNDA: BARCELONA
24/07 – TERÇA: BARCELONA
25/07 – QUARTA: BARCELONA
26/07 – QUINTA: BARCELONA
27/07 – SEXTA: BARCELONA – LISBOA (TAP – 17h55- 18h50) 
28/07 – SÁBADO: LISBOA
29/07 – DOMINGO: LISBOA
30/07 – SEGUNDA: LISBOA
31/07 – TERÇA: LISBOA – BSB (TAP – 09h35 – 15h15)

Bom, essas são as datas, já fechadas. Como eu já disse, comprei tudo antecipado e consegui bons preços. A passagem Brasília - Lisboa - Brasília custou R$ 1792,00 pela TAP. Havia outras companhias com preços até menores, mas mais tempo de viagem e conexões. Sempre entrei por Lisboa e a imigração é tranquila.

Em Barcelona, como terei que fazer nova imigração (pois virei de Londres, fora da UE), resolvi reservar um hotel com possibilidade de cancelamento. Uma amiga me chamou pra ficar na casa dela, mas ainda não sei. Pra ela não ter trabalho em fazer carta-convite, vou levar a reserva do hotel pra apresentar na Imigração.

Os bilhetes de trem ainda não foram comprados - provavelmente vou comprar direto na estação - mas já vi os preços pela internet, porém não incluí ainda no preço final. Vale lembrar que eu fiz os cálculos no início de maio, antes da alta do dólar, então provavelmente o total será um pouco mais.

Os voos serão pela TAP, Bristish Airways, Vueling e Smartwings, já com bagagem despachada incluída. Só em Londres vou ficar em albergue, o resto é hotel mesmo - alguns até 4 estrelas!! ;) Na Andaluzia vou dividir quarto com uma amiga, de Budapeste a Praga com um amigo e de Paris em diante reservamos quartos triplos, pois outra amiga vai se juntar a nós.

Enfim, calculando o custo das passagens aéreas e hospedagem, o total ficou em R$ 6.805,00. Não incluí a reserva de uma semana em Barcelona, já que devo ficar na casa da minha amiga, nem as passagens de trem. Depois vou refazer esses cálculos com o euro mais caro - e continuar rezando pra ele baixar até a data da viagem!


Brugges e Amsterdam

... e, em Paris, era hora de decidir qual seria meu próximo destino. Alguém tinha me dito que Brugges, na Bélgica, era lindo. Fui pra estação comprar a passagem pro próximo trem. "Só tem primeira classe, senhora, pode ser?". Putz, 60 euros. Ok, pode. No meio do caminho, aquele tombo monumental que eu tomei e machuquei os joelhos. Pelo menos a primeira classe tinha mais espaço pra esticar as pernas e guardar as mochilas perto de mim. Lembro que cheguei na estação e fui comprar o bilhete pra Amsterdam, minha próxima parada. A atendente era uma grossa e só me respondia em flamengo. Nem quis me explicar como eu chegava no hostel. Peguei um mapinha, fui atrás de um táxi (meus joelhos estavam acabados) e, enquanto procurava um, encontrei o albergue. ;)
Detalhe: era sexta-feira e eu comprei a passagem pra segunda. Mal sabia eu que Brugges se conhece inteira em uma tarde. Tóimmm! O albergue estava vazio, devia ter meu quarto e mais um ocupado. Rodei procurando um restaurante - tudo fechado! Acabei jantando um pacotinho de batatas chips. No dia seguinte fui caminhar e me dei conta que já tinha visto tudo na tarde anterior. Só faltava subir na torre, de onde se tem uma vista linda da cidade - mas como subir 200 mil degraus com os joelhos daquele jeito? Acabei ficando sentada na praça, lendo o dia todo e batendo fotos para turistas.
 E ainda tinha o domingo inteeeeiro pela frente... antes de eu ir embora, os garçons e vendedores já me conheciam pelo nome e deviam se perguntar "o que essa louca está fazendo sozinha aqui durante tanto tempo?". Um cara queria até me vender uma casa lá! rs. Vale o passeio, a cidadezinha é encantadora, tudo é limpíssimo, parece que você está na Disney - mas faça um bate-e-volta.

Depois do meu fim de semana totalmente radical e emocionante no interior da Bélgica, peguei o trem pra Amsterdam. Os dois albergues que me recomendaram estavam lotados, então tive que procurar outro - uma facada, 40 euros a diária num quarto para seis meninas (lembrem-se que o euro estava quase 4 reais na época!). Deixei minhas coisas no albergue e fui dar uma volta pra fazer o reconhecimento da cidade.
Amsterdam é linda, com todos aqueles canais, bicicletas, tulipas e tamanquinhos. Mas logo o deslumbramento passa quando você começa a observar as pessoas. Parece que todo mundo está ali com um único objetivo: sexo e/ou drogas. Conheci um português que estava na praça principal, com um lençol estendido no chão, cheio de objetos desconexos em cima. Queria me vender qualquer coisa e eu acabei comprando um caderno cheio de rascunhos e desenhos. Ele me contou a história dele e eu percebi que era a mesma história da maioria que eu via nas ruas. Fernando estava ali há 6 meses, no esquema "vendendo o almoço pra comprar o jantar", mas no caso dele, era pra comprar maconha mesmo. Pior foi quando ele me disse a idade - eu chutaria 40 - e me disse que tinha 22 anos, comprovados com a identidade. Choquei!

Na manhã seguinte conheci minhas companheiras de quarto, uma argentina e uma chilena, que também estavam viajando sozinhas. Eba! Nos juntamos e fomos desbravar a cidade. Alugamos uma bike e passeamos por toda a cidade, tiramos fotos em lugares proibidos e conhecemos algumas coffee shops no caminho...rs. Tinha um lugar que eu queria ir e elas acharam caro, a Casa de Anne Frank. Quando elas me encontraram na volta eu estava aos prantos! O lugar tem uma energia muito forte, só tinha sentido isso uma vez, em Alcatraz. Mas daí fomos tomar um "cafezinho" e o choro virou gargalhada...kkkkkkkkkkkkk.
Talvez eu não tivesse gostado tanto de Amsterdam se não fosse pelas meninas. Uma noite nos arriscamos a ir ao Red Light District, que ficava bem atrás do nosso hotel, pra ver as "moças na vitrine". Não sei direito o que aconteceu, mas rolou algum babado, confusão & gritaria e voltamos correndo (literalmente) pro albergue, antes mesmo de chegar na famosa rua.  Por falar em albergue, esse White Tulip fica ao lado de uma igreja cujo sino toca de hora em hora, inclusive durante a madrugada. Infernal. As meninas iam embora no mesmo dia que eu. Não me lembro pra onde cada uma foi, mas eu tenho boca e fui a Roma...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paris, Paris...

Depois da minha quase fuga de Madrid, cheguei sã e salva à Paris. Não encontrava nenhum hostel barato e meu namoradinho francês de Tenerife fez questão que eu ficasse na casa dos irmãos dele. Não tive como recusar. Chegando na estação de trem próxima à casa deles, liguei pro Cyrill me dar instruções de como chegar lá - nem mapa eu tinha. Ele foi um fofo, ficou comigo no telefone até eu chegar no prédio e me deu uma notícia:  a sogra do Aaron chegou e você vai ter que ficar na casa do Ariel. Já me desesperei. Como assim, só agora você me diz isso??
Aí ele me esclareceu: o apartamento deles é uma espécie de "conjugado", não sei explicar. É como se fossem dois apartamentos vizinhos, independentes, mas com uma sala em comum. Beleza. Só que o ap do Ariel era minúsculo, um quarto com beliche e sofá, mini-banheiro e mini-cozinha. Ele me ofereceu a cama dele e disse que dormiria no sofá, ok. Fui tomar meu banho e tirar um cochilo depois da péssima noite que eu tive e ele foi trabalhar.
Eis que acordo com uma negona 2x2 berrando comigo em francês e eu sem entender absolutamente rien de rien!! Depois de milhares de tentativas tentando explicar quem eu era (em inglês, claro), liguei de novo pro Cyrill e ele conversou com ela pelo telefone. Vi que ela foi ficando mais calma e eu ainda sem entender nada. Me pediu desculpas, fez um chá pra mim e o Cyrill me explicou que ela era a ex do irmão e que não gostou nada de ver "uma vagabunda dormindo na cama dele". Ariel chegou, começou a gritaria de novo e eu saí de fininho...


O que dizer de Paris? Nenhum adjetivo é capaz de descrever a beleza da cidade (nusss, que brega ficou isso!) e andar por Paris e se perder pelas ruas  é a melhor forma de conhecê-la. Eu me perdi, literalmente. Rodei a cidade toda, dos pontos turísticos aos bairros perigosíssimos - que eu não fazia a menor ideia de onde estava me metendo - mas descobrindo lojinhas, cafés e arte, muita arte pelo caminho. Um dia eu peguei o metrô até o centro e andei tanto, mas tanto que quando eu vi já estava em casa de novo. Logo eu, que não sou fã de caminhadas longas...
Difícil dar dicas sobre o que é imperdível em Paris. Passei 6 dias e deixei de ver muita coisa que eu gostaria e de fazer outras por falta de grana mesmo. Paris é cara, muito cara. Como eu tenho a carteira internacional da FENAJ, entrei em várias atrações com desconto ou pagando menos. No Louvre, por exemplo, entrei 4 vezes, 0800. Ser jornalista tinha que ter alguma vantagem, né??rs
Só lamento não ter conhecido a noite de Paris. Meu anfitrião tinha dois empregos e não podia me acompanhar e eu ainda estava com medo de me aventurar sozinha numa cidade desconhecida. Coisas de principiante... Mas eu andava tanto durante o dia que à noite estava exausta, só queria banho e cama mesmo.
Sobre a fama dos parisienses serem grossos e arrogantes, confesso que senti o contrário. Meu francês é precário, basicão, mas algumas palavrinhas como "por favor", "desculpe" e "obrigado" são o mínimo que você deve saber ao chegar a um país estrangeiro. Eu recebi a dica de perguntar, em francês, se a pessoa falava espanhol ou português e funcionou! Eles são muito mais receptivos se você começar uma conversa assim. Muitos falam inglês - mas com um sotaque tão forte que é quase impossível de entender. O grande mito de que eles odeiam inglês é falso; o problema é que a maioria já chega falando em inglês sem perguntar, no país deles, como se eles tivessem a obrigação de saber. É isso que os chateia, na verdade.
Enfim, Paris é uma cidade imperdível e vale a visita sempre (nessa viagem eu volto lá!). Se depois me lembrar de outra história, eu volto! Beijos!

Tenerife e Madrid

Boa tarde, crianças! Hoje resolvi falar um pouco das cidades que eu conheci no último mochilão e, obviamente, de algumas confusões em que eu me meti... Vou dividir por cidades pra ficar mais fácil, ok?
Minha primeira parada foi Tenerife, nas Ilhas Canárias, quase na costa africana. Fui pra visitar minha grande amiga e mãe do meu afilhadinho, que na época estava com 3 anos. Na verdade não tenho muito o que falar de lá, apesar de ter sido o lugar que eu passei mais tempo - quase 3 semanas! A ilha é bonita e tal, tem o vulcão Teide e... só. É um balneário para turistas, principalmente ingleses. As placas, os cardápios, as propagandas - tudo está escrito em inglês e espanhol, me lembrou Miami.
Minha amiga morava no alto de uma montanha, sem transporte público para o centro - ou seja, dependia dela o tempo todo e ela não estava muito em clima de passeio, com filho pequeno e tals. Conheci uma praia aqui, um bar ali, uma boate acolá e praticamente foi isso. Só na última semana é que eu fui "salva" por um francês amigo do casal e consegui conhecer melhor a cidade na companhia do meu "namoradinho"...rs. Gostei particularmente de um show do Maná, na areia da praia, com uma lua cheia incrível. E quando os aeroviários saíram de greve, comprei minha passagem rumo a Madrizzz, como dizem os madrileños.


Já contei da minha chegada - mochila extraviada, quarto com 3 homens - e agora vou dar minhas impressões sobre a cidade. É bonita. É agitada. Tem o Prado, tem o Parque do Retiro, tem a "movida" pela noite. Mas não me impressionou. Eu vinha de Barcelona, né? Mal comparando, é como um turista chegar no Brasil pelo Rio e depois ir pra São Paulo.
Em Madrid eu tinha um contato - aquele amigo da amiga da amiga do amigo, sabe? - um hondurenho que estudava lá e se ofereceu pra passear um dia comigo. O passeio foi ótimo, ele me levou a vários lugares, conversamos bastante, enfim, um cara agradável. Como era meu último dia na cidade e meu voo saía de manhã cedo, aceitei dormir na casa dele, que era perto do aeroporto. Fiz o check-out no hostel e fomos pra lá. Conversamos, vimos TV, tomamos vinho e eu disse que precisava dormir.


Aí começou o pesadelo... o cara queria me agarrar de qualquer jeito! E eu lá, na casa dele, quase madrugada... como é que eu ia fugir?? Não sei como me desvencilhei dele, corri pro quarto, tranquei a porta com ferrolho e empurrei a mesinha de cabeceira contra a porta. Liguei chorando pra menina que tinha me dado o contato dele, dizendo que ele ia me estuprar, e ela correu pra lá! Ufa! 3x UFA! Deu-lhe uma bronca monumental e dormiu comigo. Só que no dia seguinte ela trabalhava muito cedo e teve que ir embora. O pânico me dominou de novo e eu pensei em fugir pela janela! hahaha. Quando saí do quarto ele tinha preparado um café da manhã pra mim e era só desculpas, ainda se ofereceu pra me levar ao aeroporto. Imagina se eu queria esse tarado me acompanhando? Peguei um táxi e fui pro aeroporto, com fome e sem banho. Adeus pra sempre!
PS: Ele tinha meu telefone e meu e-mail, passou MESES tentando se desculpar... otário!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Arrumando a mala (ou mochila)

Hoje não fiz nada relacionado à viagem - nem pesquisa, nem roteiro, nada! Só fiquei relembrando, vendo fotos antigas e sonhando com as novas - dessa vez, sem dezenas de rolos de filme na mochila. E quando eu penso na mochila (que dessa vez vai se transformar em mala de rodinhas) não tenho saudade nenhuma... Saí de Barcelona com 10 kg na mochilona e 5kg na mochilinha, voltei com mais de 30kg nas costas!
Acho que o principal problema de que vai fazer uma viagem grande pela primeira vez é: o que levar na mala/mochila? Sou uma péssima conselheira nesse ponto. Sempre viajo com uma mala enooorme porque acho que pode pintar um casamento surpresa no caminho e eu estarei sem vestido! Bobagem, sempre volto com metade da mala sem usar. Dessa vez vou tentar - juro! - ser mais compacta na arrumação da mala.
Mochila pode ser prática por um lado e um estorvo por outro. Amarrota a roupa, tem que tirar tuuudo pra encontrar uma peça e te deixa corcunda. Já a mala é mais espaçosa, mas dá mais trabalho pra subir escadas, embarcar no trem/metrô, etc. Importante dizer que várias cias aéreas, principalmente as low cost, cobram por mala despachada (às vezes sai mais caro que a própria passagem), mas você pode levar uma maleta de mão (as especificações de tamanho são maiores que as do Brasil). Pra uma viagem curta, se você for voltar pro lugar de origem, vale a pena.


Eu despachava a mochilona e seguia com a mochilinha, com itens pessoais e de valor. Sempre levava uma blusa, calcinha  e um casaquinho nela para alguma eventualidade. E foi isso que me salvou no voo Tenerife - Madrid, quando minha mochilona foi extraviada. Meu Zeus, como extraviam uma mala num voo direto de menos de 2h?? Só sei que foi assim e lá fui eu, descrever a mochila, deixar endereço do albergue e sair do aeroporto chorando. Avisei no hotel sobre o extravio e, depois de um dia caminhando pela cidade, me avisaram na recepção que na manhã seguinte minha mochila seria entregue. E assim foi, depois da noite de pânico dividindo os beliches com os barbudos. 
Depois disso nunca mais perdi a mochila, mas isso não quer dizer que ela não me trouxe mais problemas... Na estação de trem em Paris, estava eu  pimpona e perdida, procurando onde era meu embarque quando piso em falso num degrau e PLOFT! - Joana vai ao chão. Mochilinha na frente e mochilão nas costas, quem disse que eu conseguia me levantar? Fiquei lá um bom tempo debatendo as perninhas - Vida de Inseto feelings - até alguém se dispor a me levantar. E não foi fácil seguir o resto do percurso com aquele peso todo e os joelhos arrebentados...
Enfim, seja mala ou mochila, tem que ser leve e "fácil" de carregar - até porque você vai querer comprar uma ou outra coisa lá, mesmo sendo um mochileiro sem grana. Claro que no inverno a bagagem vai ser mais pesada que no verão, mas lembre-se que existem lavanderias nos hotéis ou próximo a eles. E mulheres: esqueçam o salto alto e os quilos de maquiagem - vocês raramente vão usar. Um sapato de salto é mais que suficiente e uma necessaire com o básico do make tá ok, por mais dolorido que pareça. 
No mais, tênis ou sapato confortável pra andar muito e um chinelinho (principalmente se ficar em albergues), jeans, camisetas, short ou bermuda no verão, um casaco mais pesado no inverno. Até produtos de higiene eu recomendo comprar lá (o xampu daqui não faz espuma lá...rs), fora que na bagagem de mão só é permitido levar líquidos com até 50 ou 100ml (consulte a cia). Remédios e receitas, leve daqui. E não esqueça de informar no formulário da alfândega daqui o que está levando de eletrônicos ou você pode ter problemas na volta. Espero ter ajudado! ;)

A Europa antes e agora

Tô adorando escrever esse blog (mesmo que ninguém leia... hahaha). É bom dividir recordações e dar dicas aos que pretendem se largar no mundo, sozinhos ou acompanhados. Dessa vez vai ser mezzo a mezzo, pois como já disse, uma parte da viagem vai ser na companhia do meu melhor amigo, que esticou a viagem dele pra  me acompanhar. Eu fazia questão de visitar o "leste" (Budapeste, Praga e Viena - que não é leste, mas é parecida) e ele não abria mão de Paris, Barcelona e Lisboa. Destas, só Lisboa não conheço (aeroporto conta?rs), mas não é sacrifício nenhum voltar a Paris e a minha amada, idolatrada, salve, salve, Barcelona! ;)
Como eu já contei, nessa trip passo por BCN duas vezes. Em junho, pra verbena de San Joan e rever os amigos que lá ficaram, e em julho, pra apresentar "minha cidade" aos amigos. Fico em média uma semana cada  vez.
Sei que a Europa que eu vou encontrar será muito diferente daquela de 7 anos atrás. É um continente em crise, não tão seguro quanto antes. Pelos relatos de quem mora ou esteve lá recentemente, há muita gente morando nas ruas, pedindo dinheiro, assaltando mesmo. Naquela época já existia, principalmente imigrantes do leste, norte da África e alguns sul-americanos, mas hoje em dia o quadro está bem pior. Pensar nisso me traz tristeza e um pouco de preocupação também.
No período em que eu morei por lá, fui bem tratada, no geral - claro que tinha um ou outro mané xenófobo - e o Brasil estava "na moda". Até uma micareta rolou em pleno Passeig de Gràcia, em Barcelona, que reuniu milhares de pessoas. Mesmo na França, que tem fama de povo mal-educado, não aconteceu nada comigo. Não sei se porque já estava acostumada à marra dos catalães, que são grossos pra caramba, não me deixei intimidar por conta da minha nacionalidade. A única coisa que me incomodava era o fato de a mulher brasileira ser vista como uma bunda ambulante, como já disse antes, mas até isso eu contornava.


Hoje a situação mudou de figura: se por um lado eles precisam de turistas para movimentar a economia, por outro eles morrem de medo de perder seus empregos para imigrantes, às vezes mais bem qualificados que eles. E a não ser que você esteja com uma câmera no pescoço, bermuda, meia no tornozelo e mochila nas costas, não é tão fácil identificar quem é quem. Minha preocupação é justamente essa, ser turista e ser tratada como imigrante que vai roubar empregos - melhor providenciar meu uniforme de turista logo! rs
Muita gente me pergunta se eu tenho vontade de morar lá novamente e a resposta é sempre a mesma: claro! Mas não agora. Aos 20 e poucos anos você larga tudo e não se aborrece com nada, mas aos 30 e poucos a coisa muda de figura. Não quero abandonar minha profissão pra ser garçonete de novo, nem dividir um ap com um banheiro com mais 5 pessoas. Tenho ótimas recordações, mas passou. Quando eu voltar, quero que seja diferente. E sei que agora isso não é possível.

Dicas de transporte e hospedagem

Eu de novo! No último post dei algumas dicas de como se comportar numa viagem by yourself, mas esqueci de algumas coisas importantes e que servem pra todos os viajantes. Muitas vezes, o barato sai caro...
Sobre transporte:
  A Europa tem uma grande e (na maior parte) boa rede ferroviária, mas viajar de trem nem sempre é a melhor opção. Os passes estão muito caros, os bilhetes também e muitas vezes as viagens são longas e cansativas, com baldeações, checagem de passaporte no meio da noite, cabines sem muita segurança etc. Só fiz viagens curtas de trem, de até 3 ou 4h, e ainda assim foi cansativo. A vantagem é que não tem check-in e as estações costumam ser bem próximas ao centro da cidade.
O avião, claro, é a forma mais rápida de viajar. Porém, a maioria dos aeroportos fica distante das cidades e você precisa pegar trem ou metrô até lá e sair com antecedência pra todos aqueles procedimentos chatos de check-in, despachar bagagem e tal. Hoje existem inúmeras companhias de baixo custo com preços absurdamente baixos. Mas não se engane: eles cobram por tudo, e muito caro. Pra despachar mala, pra fazer check-in no balcão (faça sempre pela internet) e, obviamente, pelo serviço de bordo. Leve seu lanchinho e sua água comprados já na sala de embarque (eles não deixam passar com líquidos pelo detector de metais). Como os aeroportos são distantes, verifique antes a melhor forma de chegar ao hotel, pois um táxi pode custar mais do que a passagem em si. Atenção também para o horário dos voos.
Eu passei por perrengue de chegar tarde da noite por duas vezes. Em Veneza tive que pegar um táxi até o camping onde eu me hospedaria e morri em 90 euros - mais que a passagem e a hospedagem juntas!! Em Atenas cheguei às 23h30, exausta e de ressaca, e fui direto pro ponto de táxi. Adivinhem? Greve de táxi! (depois conto a aventura que foi chegar até o hostel). Claro que é difícil prever uma greve de taxistas, por isso é melhor contar com o transporte coletivo durante o dia.
Sobre hospedagem:
Durante a viagem de 2003 me hospedei só em hostels ou campings, em bangalôs individuais (nada de barraca!!). As opções eram poucas e caras pra reservar em cima da hora, mas procurava sempre os mais centrais. Em Madrid reservei uma cama em um quarto pra 12 pessoas. Nunca tinha ficado em albergue e estava meio receosa de dividir um quarto com tanta gente estranha. Na recepção me perguntaram se eu gostaria de ficar em um quarto para 4 sem custo adicional. Oba! Boa notícia depois de ter minha mochila extraviada - assunto pra outro post - e aceitei o agrado. Fui dar uma volta pela cidade e, quando chego, descubro 3 marmanjos dormindo no meu quarto! Gente, que medo! Nem troquei de roupa nesse dia. Mas no final foi tudo tranquilo, ninguém me atacou e ainda emprestei meu creme depilatório pra um deles fazer a barba...rs.
Depois conto sobre os outros albergues, senão o post fica enorme. O importante é verificar tudo que ele oferece -  e se cobra por internet, lençóis, toalhas, se tem locker - e ler com atenção as resenhas dos hóspedes. Claro que um vai dizer que amou e foi super bem tratado e outro vai dizer que o lugar é um lixo, os recepcionistas são grossos. Mas leia todas e tire a média. Eu costumo pesquisar pelo preço e pela "nota" que ele recebeu. Ah, é importante saber se é um "party hostel", cheio de jovens que fazem barulho até altas horas. Se fiesta não é o que você procura, fuja deles! No mais, albergues são ótimos lugares para encontrar pessoas e talvez arrumar companhia para seu dia ou sua noite. Se joga! ;)