Eu de novo! No último post dei algumas dicas de como se comportar numa viagem by yourself, mas esqueci de algumas coisas importantes e que servem pra todos os viajantes. Muitas vezes, o barato sai caro...
Sobre transporte:
A Europa tem uma grande e (na maior parte) boa rede ferroviária, mas viajar de trem nem sempre é a melhor opção. Os passes estão muito caros, os bilhetes também e muitas vezes as viagens são longas e cansativas, com baldeações, checagem de passaporte no meio da noite, cabines sem muita segurança etc. Só fiz viagens curtas de trem, de até 3 ou 4h, e ainda assim foi cansativo. A vantagem é que não tem check-in e as estações costumam ser bem próximas ao centro da cidade.
O avião, claro, é a forma mais rápida de viajar. Porém, a maioria dos aeroportos fica distante das cidades e você precisa pegar trem ou metrô até lá e sair com antecedência pra todos aqueles procedimentos chatos de check-in, despachar bagagem e tal. Hoje existem inúmeras companhias de baixo custo com preços absurdamente baixos. Mas não se engane: eles cobram por tudo, e muito caro. Pra despachar mala, pra fazer check-in no balcão (faça sempre pela internet) e, obviamente, pelo serviço de bordo. Leve seu lanchinho e sua água comprados já na sala de embarque (eles não deixam passar com líquidos pelo detector de metais). Como os aeroportos são distantes, verifique antes a melhor forma de chegar ao hotel, pois um táxi pode custar mais do que a passagem em si. Atenção também para o horário dos voos.
Eu passei por perrengue de chegar tarde da noite por duas vezes. Em Veneza tive que pegar um táxi até o camping onde eu me hospedaria e morri em 90 euros - mais que a passagem e a hospedagem juntas!! Em Atenas cheguei às 23h30, exausta e de ressaca, e fui direto pro ponto de táxi. Adivinhem? Greve de táxi! (depois conto a aventura que foi chegar até o hostel). Claro que é difícil prever uma greve de taxistas, por isso é melhor contar com o transporte coletivo durante o dia.
Sobre hospedagem:
Durante a viagem de 2003 me hospedei só em hostels ou campings, em bangalôs individuais (nada de barraca!!). As opções eram poucas e caras pra reservar em cima da hora, mas procurava sempre os mais centrais. Em Madrid reservei uma cama em um quarto pra 12 pessoas. Nunca tinha ficado em albergue e estava meio receosa de dividir um quarto com tanta gente estranha. Na recepção me perguntaram se eu gostaria de ficar em um quarto para 4 sem custo adicional. Oba! Boa notícia depois de ter minha mochila extraviada - assunto pra outro post - e aceitei o agrado. Fui dar uma volta pela cidade e, quando chego, descubro 3 marmanjos dormindo no meu quarto! Gente, que medo! Nem troquei de roupa nesse dia. Mas no final foi tudo tranquilo, ninguém me atacou e ainda emprestei meu creme depilatório pra um deles fazer a barba...rs.
Depois conto sobre os outros albergues, senão o post fica enorme. O importante é verificar tudo que ele oferece - e se cobra por internet, lençóis, toalhas, se tem locker - e ler com atenção as resenhas dos hóspedes. Claro que um vai dizer que amou e foi super bem tratado e outro vai dizer que o lugar é um lixo, os recepcionistas são grossos. Mas leia todas e tire a média. Eu costumo pesquisar pelo preço e pela "nota" que ele recebeu. Ah, é importante saber se é um "party hostel", cheio de jovens que fazem barulho até altas horas. Se fiesta não é o que você procura, fuja deles! No mais, albergues são ótimos lugares para encontrar pessoas e talvez arrumar companhia para seu dia ou sua noite. Se joga! ;)
Meu espaço para dividir experiências e dicas com viajantes de primeira, segunda ou milésima viagem!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Viajando só
Ontem me empolguei e escrevi demais... rs. Mas é difícil conter a ansiedade! Rever e conhecer pessoas e lugares é uma experiência maravilhosa. Não tem como não criar expectativas - e logo eu, que já sou uma pessoa tão relax, só que ao contrário - não consigo parar de pensar na viagem.
A gente planeja tudo, até quanto tempo tem que passar em determinada atração pra não perder os outros passeios, mas nunca dá certo. O inesperado, o improviso, o "se vira nos 30" tem que estar na bagagem de quem se aventura. E isso não dá pra marcar no Google Maps! ;)
Hoje eu comecei a ler o relato de uma moça que passou 50 dias na Europa e só não terminei de ler porque ela parou de postar. Tomara que não seja igual aquelas séries canceladas que me matam de raiva e ela continue o relato lá no site do mochileiros.com. Me diverti muito com as trapalhadas dela e me lembrei de várias situações que eu passei nessa solo trip de 2003.
Hoje em dia dou risada de muita coisa, mas passei por tanto perrengue que eu nem acredito. Não dá pra colocar tudo num post, mas vou escrevendo aos poucos as experiências que eu tive. Porém, uma coisa é certa: não há nada melhor e pior do que colocar o pé na estrada sozinha. Você tem toda a liberdade do mundo, faz o que quer, come o que quer, fica quanto tempo quiser dentro daquele museu ou daquela loja... mas tem que pedir pros outros baterem suas fotos e não tem ninguém pra comentar sobre aquele monumento incrível, apontar a roupa ridícula que aquela bisca está usando ou conversar no final do dia (bom, hoje tem internet, mas...).
Eu gosto de viajar sozinha - meus parentes e amigos acham que eu sou doida - mas eu escolho meus destinos e o que eu posso ou não fazer. Viajar sozinho pode ser uma delícia ou horrível, mas nunca é fácil. Não tem ninguém pra ficar com a sua mochila enquanto você anda quilômetros até o balcão de informações. Ninguém pra te ajudar nas mímicas quando você tenta se comunicar em uma língua estranha. Ninguém com senso de direção - coisa que você não tem - pra te guiar pelo metrô.Ninguém pra ir conhecer aquela boate que disseram que era imperdível e você acaba passando a noite de sábado no quarto do hotel, no computador, enquanto seus amigos repetem como papagaios: "Garota, você está na Europa, tem que aproveitar e sair todas as noites!!" (como se eu tivesse dinheiro, saúde e disposição pra isso...).
Óbvio que viajar sozinha não é sinônimo de estar sozinha o tempo todo: Você conhece pessoas em tours, no albergue, no meio da rua, que talvez estejam na mesma situação ou te acolham. Mas não se iludam: a não ser que você seja a pessoa mais extrovertida do mundo (e quem é MUITO extrovertido costuma ser chato também), você não fará "amigos" em todos os lugares. Leve sempre um livro na mochila, pois ele pode ser mais agradável que muita gente.
Para as mulheres que viajam sozinhas, cuidado em dobro: não dê muita trela quando sair só, evite lugares ermos, não seja muito simpática (se aqui já confundem, imagine lá), não divulgue informações do tipo onde está hospedada, não aceite caronas (parece básico, né?). Só que quando a gente está lá fora é tudo oba-oba, vamos viver e amanhã é outro dia, tô sozinha pelo mundo, uhuuuu. Mas dou essas dicas porque já caí nessas roubadas (depois detalho) e me vi em perigo algumas vezes.
Uma coisa que eu raramente fazia era me apresentar como brasileira. Como sou bem branquinha e não tenho nenhuma característica marcante, me passava por espanhola, francesa, inglesa, russa etc- dependia do interlocutor. Infelizmente há um preconceito ENORME na Europa e brasileiras são sinônimo de sexo caliente e Carnaval. Eles vão elogiar sua beleza, pedir pra você sambar e tentar te levar pra cama - simples assim. Existem exceções à regra, mas o pensamento da maioria é esse e ponto.
Com os cuidados básicos que eu citei acima, é mais tranquilo viajar só. Você pode conhecer pessoas ótimas, verdadeiros anjos da guarda como alguns que eu encontrei. Mas também pode cruzar com gente trambiqueira, mal-intencionada, canalha... "Não tenha medo e abra o olho" são os meus conselhos para uma viagem em sua própria companhia! ;)
A gente planeja tudo, até quanto tempo tem que passar em determinada atração pra não perder os outros passeios, mas nunca dá certo. O inesperado, o improviso, o "se vira nos 30" tem que estar na bagagem de quem se aventura. E isso não dá pra marcar no Google Maps! ;)
Hoje eu comecei a ler o relato de uma moça que passou 50 dias na Europa e só não terminei de ler porque ela parou de postar. Tomara que não seja igual aquelas séries canceladas que me matam de raiva e ela continue o relato lá no site do mochileiros.com. Me diverti muito com as trapalhadas dela e me lembrei de várias situações que eu passei nessa solo trip de 2003.
Hoje em dia dou risada de muita coisa, mas passei por tanto perrengue que eu nem acredito. Não dá pra colocar tudo num post, mas vou escrevendo aos poucos as experiências que eu tive. Porém, uma coisa é certa: não há nada melhor e pior do que colocar o pé na estrada sozinha. Você tem toda a liberdade do mundo, faz o que quer, come o que quer, fica quanto tempo quiser dentro daquele museu ou daquela loja... mas tem que pedir pros outros baterem suas fotos e não tem ninguém pra comentar sobre aquele monumento incrível, apontar a roupa ridícula que aquela bisca está usando ou conversar no final do dia (bom, hoje tem internet, mas...).
Eu gosto de viajar sozinha - meus parentes e amigos acham que eu sou doida - mas eu escolho meus destinos e o que eu posso ou não fazer. Viajar sozinho pode ser uma delícia ou horrível, mas nunca é fácil. Não tem ninguém pra ficar com a sua mochila enquanto você anda quilômetros até o balcão de informações. Ninguém pra te ajudar nas mímicas quando você tenta se comunicar em uma língua estranha. Ninguém com senso de direção - coisa que você não tem - pra te guiar pelo metrô.Ninguém pra ir conhecer aquela boate que disseram que era imperdível e você acaba passando a noite de sábado no quarto do hotel, no computador, enquanto seus amigos repetem como papagaios: "Garota, você está na Europa, tem que aproveitar e sair todas as noites!!" (como se eu tivesse dinheiro, saúde e disposição pra isso...).
Óbvio que viajar sozinha não é sinônimo de estar sozinha o tempo todo: Você conhece pessoas em tours, no albergue, no meio da rua, que talvez estejam na mesma situação ou te acolham. Mas não se iludam: a não ser que você seja a pessoa mais extrovertida do mundo (e quem é MUITO extrovertido costuma ser chato também), você não fará "amigos" em todos os lugares. Leve sempre um livro na mochila, pois ele pode ser mais agradável que muita gente.
Para as mulheres que viajam sozinhas, cuidado em dobro: não dê muita trela quando sair só, evite lugares ermos, não seja muito simpática (se aqui já confundem, imagine lá), não divulgue informações do tipo onde está hospedada, não aceite caronas (parece básico, né?). Só que quando a gente está lá fora é tudo oba-oba, vamos viver e amanhã é outro dia, tô sozinha pelo mundo, uhuuuu. Mas dou essas dicas porque já caí nessas roubadas (depois detalho) e me vi em perigo algumas vezes.
Uma coisa que eu raramente fazia era me apresentar como brasileira. Como sou bem branquinha e não tenho nenhuma característica marcante, me passava por espanhola, francesa, inglesa, russa etc- dependia do interlocutor. Infelizmente há um preconceito ENORME na Europa e brasileiras são sinônimo de sexo caliente e Carnaval. Eles vão elogiar sua beleza, pedir pra você sambar e tentar te levar pra cama - simples assim. Existem exceções à regra, mas o pensamento da maioria é esse e ponto.
Com os cuidados básicos que eu citei acima, é mais tranquilo viajar só. Você pode conhecer pessoas ótimas, verdadeiros anjos da guarda como alguns que eu encontrei. Mas também pode cruzar com gente trambiqueira, mal-intencionada, canalha... "Não tenha medo e abra o olho" são os meus conselhos para uma viagem em sua própria companhia! ;)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Os Roteiros - Europa 2003 e 2012
No quarto post foi que eu percebi que ainda não tinha falado sobre o roteiro que eu vou fazer... tonta! =p
Essa viagem não vai ser igual ao mochilão de 2003, embora as duas tenham sido feitas no verão. Verão na Europa é bem quente e bem lotado, mas é delicioso! Dica: se você não curte temperaturas muito altas ou baixas, vá na primavera ou outono. Eu amo o verão! :)
Enfim, em 2003 foi aquela loucura, sem planejamento, grana restrita e tal. Mas nunca gostei de bate-e-volta, ficar 2 dias numa capital e sair correndo pra outra. Saí de Barcelona e fui pra Tenerife, Islas Canárias, pra visitar minha comadre e meu afilhadinho. Fui sem passagem pra outro canto, enfrentei uma greve de aeroviários e acabei passando muito tempo lá, quase 3 semanas.
De lá parti pra Madrid, onde um conhecido de uma amiga me mostrou um pouco da cidade (e queria mostrar outras coisas também, assunto pra outro post). Segui para Paris, onde me hospedei na casa de amigos, e de lá pra Brugges, na Bélgica. Caraca, mochileiro de primeira viagem sofre - fiquei lá de sexta à segunda, numa cidade minúscula (mas já tinha pago hotel/transporte) e no fim os moradores já me cumprimentavam pelo nome!
Fui então pra Amsterdam, Roma e Athenas. Como comprei uma round-trip, só passei uma semana na Grécia, entre Athenas, Mykonos e Ios. Voltei pra Roma, fui pra Veneza e, exausta, voltei pra Barcelona. Foram 10 cidades e mais de dois meses de viagem.
Dessa vez resolvi não fazer o "mochilão clássico" com a casa nas costas. Optei pela "viagem econômica", com mala de rodinhas mesmo, voos por companhias low cost e muitos hotéis, poucos albergues. Parte da viagem vou fazer sozinha - até o momento - mas depois encontro amigos até a parada final, Lisboa.
No planejamento fiz uma coisa que poucos vão entender: chego em Lisboa, vou no mesmo dia pra Londres e depois desço pra Barcelona. Depois de ir até o sul da Espanha, subo de novo pra Berlim. Esse roteiro meio truncado tem um só motivo: quero passar a noite do dia 23 pra 24 de junho em Barcelona, pro San Joan! :) Nada a ver com as quadrilhas e forró daqui, mas a noite é demais - todo mundo vai comemorar na praia e eu não quero perder essa festa!
Pra Andaluzia vou com uma amiga catalã e depois sigo sozinha pra Berlim. De lá vou pra Budapeste, encontrar um amigo que estará em Milão e seguimos para Viena e Praga, esses dois últimos trechos de trem. Em Paris, próxima parada, vamos encontrar outra amiga pro trecho final: Paris - Barcelona - Lisboa. Voltamos pro Brasa dia 31/07.
Se ficou confuso, resumo: Brasília - Lisboa - Londres - Barcelona - Granada - Córdoba - Sevilla - Berlim - Budapeste - Viena - Praga - Paris - Barcelona - Lisboa - Brasília. UFA!
Serão 11 cidades em 45 dias - mais apertado, mas mais bem planejado que o último.
Essa viagem não vai ser igual ao mochilão de 2003, embora as duas tenham sido feitas no verão. Verão na Europa é bem quente e bem lotado, mas é delicioso! Dica: se você não curte temperaturas muito altas ou baixas, vá na primavera ou outono. Eu amo o verão! :)
Enfim, em 2003 foi aquela loucura, sem planejamento, grana restrita e tal. Mas nunca gostei de bate-e-volta, ficar 2 dias numa capital e sair correndo pra outra. Saí de Barcelona e fui pra Tenerife, Islas Canárias, pra visitar minha comadre e meu afilhadinho. Fui sem passagem pra outro canto, enfrentei uma greve de aeroviários e acabei passando muito tempo lá, quase 3 semanas.
De lá parti pra Madrid, onde um conhecido de uma amiga me mostrou um pouco da cidade (e queria mostrar outras coisas também, assunto pra outro post). Segui para Paris, onde me hospedei na casa de amigos, e de lá pra Brugges, na Bélgica. Caraca, mochileiro de primeira viagem sofre - fiquei lá de sexta à segunda, numa cidade minúscula (mas já tinha pago hotel/transporte) e no fim os moradores já me cumprimentavam pelo nome!
Fui então pra Amsterdam, Roma e Athenas. Como comprei uma round-trip, só passei uma semana na Grécia, entre Athenas, Mykonos e Ios. Voltei pra Roma, fui pra Veneza e, exausta, voltei pra Barcelona. Foram 10 cidades e mais de dois meses de viagem.
Dessa vez resolvi não fazer o "mochilão clássico" com a casa nas costas. Optei pela "viagem econômica", com mala de rodinhas mesmo, voos por companhias low cost e muitos hotéis, poucos albergues. Parte da viagem vou fazer sozinha - até o momento - mas depois encontro amigos até a parada final, Lisboa.
No planejamento fiz uma coisa que poucos vão entender: chego em Lisboa, vou no mesmo dia pra Londres e depois desço pra Barcelona. Depois de ir até o sul da Espanha, subo de novo pra Berlim. Esse roteiro meio truncado tem um só motivo: quero passar a noite do dia 23 pra 24 de junho em Barcelona, pro San Joan! :) Nada a ver com as quadrilhas e forró daqui, mas a noite é demais - todo mundo vai comemorar na praia e eu não quero perder essa festa!
Pra Andaluzia vou com uma amiga catalã e depois sigo sozinha pra Berlim. De lá vou pra Budapeste, encontrar um amigo que estará em Milão e seguimos para Viena e Praga, esses dois últimos trechos de trem. Em Paris, próxima parada, vamos encontrar outra amiga pro trecho final: Paris - Barcelona - Lisboa. Voltamos pro Brasa dia 31/07.
Se ficou confuso, resumo: Brasília - Lisboa - Londres - Barcelona - Granada - Córdoba - Sevilla - Berlim - Budapeste - Viena - Praga - Paris - Barcelona - Lisboa - Brasília. UFA!
Serão 11 cidades em 45 dias - mais apertado, mas mais bem planejado que o último.
Planejar com antecedência é fundamental
No último post falei da (des)organização do mochilão de 2003. A dica principal, é claro, é não deixar nada pra última hora, planejar tudo com antecedência e pesquisar, pesquisar muuuuuito antes de comprar/reservar passagens e hotéis!
O primeiro passo, e mais complicado, é decidir o roteiro - saber o que quer conhecer e quantos dias ficar em cada cidade. Não dá pra fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Se você tem 15 dias, conheça 3 ou 4 cidades, no máximo. Com o roteiro em mente, é hora de começar a pesquisar o transporte (avião, trem, carro, barco).
Uma coisa que aprendi nesse planejamento é que não adianta só visualizar o mapa e achar "ah, de Budapeste vou pra Praga, que é perto" - é necessário ver as opções e tempo de cada meio de transporte - pois os voos entre essas cidades são caríssimos e, de trem, são no mínimo 6h. Sobre as passagens eu falo em outro post.
Na hora de reservar o tipo de acomodação, há sites que funcionam perfeitamente (www.booking.com e hosteworld.com são os que eu usei) e muitos aceitam cancelamento (às vezes, cobrando um pouco mais). É só escolher e reservar, em seguida vc recebe a confirmação por e-mail. Em muitos lugares também existem apartamentos pra alugar e essa pode ser uma opção mais em conta pra quem viaja em grupo ou em família. Em qualquer um, observe a localização (no centro e/ou perto de metrô é sempre melhor), as fotos, as facilidades do hotel e dos quartos (alguns têm banheiro compartilhado, outros não têm wi-fi) e, principalmente, as resenhas dos hóspedes.
Já estou com hospedagem e passagens (exceto as de trem) compradas em todos os trechos. Agora estou na fase de pesquisar sobre cada cidade e decidir os pontos turísticos (e não tão turísticos) que eu quero visitar. Estou fazendo mapas de todas as cidades e marcando todos os lugares, lojas, bares e restaurantes recomendados no Google Maps. Lógico que ainda falta muuuuito, mas tô me divertindo...rs. Claro que nada é engessado, o roteiro pode mudar de uma hora pra outra, mas acho ótimo aproveitar a tecnologia que não estava disponível no primeiro mochilão, GPS no celular incluído. ;)
No próximo post, o roteiro da viagem! :)
O primeiro passo, e mais complicado, é decidir o roteiro - saber o que quer conhecer e quantos dias ficar em cada cidade. Não dá pra fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Se você tem 15 dias, conheça 3 ou 4 cidades, no máximo. Com o roteiro em mente, é hora de começar a pesquisar o transporte (avião, trem, carro, barco).
Uma coisa que aprendi nesse planejamento é que não adianta só visualizar o mapa e achar "ah, de Budapeste vou pra Praga, que é perto" - é necessário ver as opções e tempo de cada meio de transporte - pois os voos entre essas cidades são caríssimos e, de trem, são no mínimo 6h. Sobre as passagens eu falo em outro post.
Na hora de reservar o tipo de acomodação, há sites que funcionam perfeitamente (www.booking.com e hosteworld.com são os que eu usei) e muitos aceitam cancelamento (às vezes, cobrando um pouco mais). É só escolher e reservar, em seguida vc recebe a confirmação por e-mail. Em muitos lugares também existem apartamentos pra alugar e essa pode ser uma opção mais em conta pra quem viaja em grupo ou em família. Em qualquer um, observe a localização (no centro e/ou perto de metrô é sempre melhor), as fotos, as facilidades do hotel e dos quartos (alguns têm banheiro compartilhado, outros não têm wi-fi) e, principalmente, as resenhas dos hóspedes.
Já estou com hospedagem e passagens (exceto as de trem) compradas em todos os trechos. Agora estou na fase de pesquisar sobre cada cidade e decidir os pontos turísticos (e não tão turísticos) que eu quero visitar. Estou fazendo mapas de todas as cidades e marcando todos os lugares, lojas, bares e restaurantes recomendados no Google Maps. Lógico que ainda falta muuuuito, mas tô me divertindo...rs. Claro que nada é engessado, o roteiro pode mudar de uma hora pra outra, mas acho ótimo aproveitar a tecnologia que não estava disponível no primeiro mochilão, GPS no celular incluído. ;)
No próximo post, o roteiro da viagem! :)
Próxima parada: Europa!
Finalmente, depois de sete longos anos no Tibet longe da Europa, volto pra um passeio de 1 mês e meio pelo Velho Continente. Morei na Espanha, em Barcelona, entre 2003 e 2005. Fui fazer um curso de Espanhol de três meses e fui ficando, ficando, ficando e fiquei dois anos! rs
Em 2003, o euro estava custando quase 4 reais, tudo caríssimo. Mas como a ideia era ficar 3 meses e mais um tempo mochilando, tava tranquilo, tinha dinheiro reservado. Pelo meu antigo blog, que comecei antes de ir pra lá, conheci minha quase futura companheira de mochilão. Quase-futura porque aos 45 do segundo tempo ela desistiu - arrumou um emprego que pagava bem e não tinha lógica ela largar tudo pra viajar.
Sem encontrar outra companhia, com tempo e dinheiro, me enchi de coragem e resolvi ir sozinha. Só eu e minha mochila pesadíssima. Em alguns lugares que fui eu já conhecia pessoas, mas na maioria, não. O roteiro? Basicamente era chegar em um lugar e decidir depois pra onde eu queria ir. Claro que gastei muito mais do que se tivesse planejado com antecedência (agora aprendi a lição) e os mais de 2 meses de mochila nas costas foram bem cansativos.
Por falta de planejamento (e desconhecimento), também perdi tempo: reservei 3 dias pra Brugges, por exemplo, cidadezinha que a gente conhece em uma tarde. Em outras, calculei mal, queria ter ficado mais tempo mas teria que pagar um absurdo pra remarcar passagem. No fim das contas acabei voltando pra Barcelona sem conhecer alguns lugares que eu queria, vencida pelo cansaço.
No meu segundo ano por lá, estudando e trabalhando, não tive muito tempo nem grana pra viajar - só andei pelas redondezas mesmo. Voltei pro Brasil em abril de 2005 com a ideia de voar de volta pra lá o mais rápido possível. Mas por motivos que não vêm ao caso, só agora consegui a conjunção cósmica perfeita (tempo + grana) pra viajar de novo pra Zooropa. E dessa vez foi tudo beeeeeeem planejadinho. Consegui preços ótimos, em pleno verão europeu, e a viagem (transporte + hospedagem) fechou em menos de R$ 7.000, 00.
No próximo post falo sobre o roteiro.
Bjs
Em 2003, o euro estava custando quase 4 reais, tudo caríssimo. Mas como a ideia era ficar 3 meses e mais um tempo mochilando, tava tranquilo, tinha dinheiro reservado. Pelo meu antigo blog, que comecei antes de ir pra lá, conheci minha quase futura companheira de mochilão. Quase-futura porque aos 45 do segundo tempo ela desistiu - arrumou um emprego que pagava bem e não tinha lógica ela largar tudo pra viajar.
Sem encontrar outra companhia, com tempo e dinheiro, me enchi de coragem e resolvi ir sozinha. Só eu e minha mochila pesadíssima. Em alguns lugares que fui eu já conhecia pessoas, mas na maioria, não. O roteiro? Basicamente era chegar em um lugar e decidir depois pra onde eu queria ir. Claro que gastei muito mais do que se tivesse planejado com antecedência (agora aprendi a lição) e os mais de 2 meses de mochila nas costas foram bem cansativos.
Por falta de planejamento (e desconhecimento), também perdi tempo: reservei 3 dias pra Brugges, por exemplo, cidadezinha que a gente conhece em uma tarde. Em outras, calculei mal, queria ter ficado mais tempo mas teria que pagar um absurdo pra remarcar passagem. No fim das contas acabei voltando pra Barcelona sem conhecer alguns lugares que eu queria, vencida pelo cansaço.
No meu segundo ano por lá, estudando e trabalhando, não tive muito tempo nem grana pra viajar - só andei pelas redondezas mesmo. Voltei pro Brasil em abril de 2005 com a ideia de voar de volta pra lá o mais rápido possível. Mas por motivos que não vêm ao caso, só agora consegui a conjunção cósmica perfeita (tempo + grana) pra viajar de novo pra Zooropa. E dessa vez foi tudo beeeeeeem planejadinho. Consegui preços ótimos, em pleno verão europeu, e a viagem (transporte + hospedagem) fechou em menos de R$ 7.000, 00.
No próximo post falo sobre o roteiro.
Bjs
Quem sou eu? Onde estou? Pra onde vou?
Olá, gente!
Se você chegou aqui por acaso, deixa eu me apresentar: sou a Joana, nascida no Rio, criada em Brasília e apaixonada pelo mundo! Sou jornalista e, além de escrever, minha maior paixão é viajar.
Já passei algumas temporadas fora do Brasil - em San Francisco, Barcelona e Buenos Aires - e fiz várias viagens inesquecíveis, pelo Brasil e pelo exterior.
Daqui a exatamente um mês começo minha próxima viagem - 45 dias pela Europa - e resolvi criar esse blog pra contar desde as minhas expectativas e dúvidas na preparação do roteiro até as maravilhas (e perrengues) da viagem. Se der certo, quero continuar com o blog e falar sobre minhas futuras viagens também.
Aliás, eu tive um blog por pouco mais de dois anos, quando morei em Barcelona, e que foi deletado sem prévio aviso. Uma pena, nunca consegui recuperá-lo...
Mas não vamos chorar sobre o whisky derramado! ;)
Enquanto a viagem não chega, vou escrever sobre os preparativos e relembrar algumas historinhas interessantes de viagens passadas.
Espero que vocês se divirtam e que as dicas sejam úteis pra quem pretende se aventurar nesse mundão velho sem porteira.
Se você chegou aqui por acaso, deixa eu me apresentar: sou a Joana, nascida no Rio, criada em Brasília e apaixonada pelo mundo! Sou jornalista e, além de escrever, minha maior paixão é viajar.
Já passei algumas temporadas fora do Brasil - em San Francisco, Barcelona e Buenos Aires - e fiz várias viagens inesquecíveis, pelo Brasil e pelo exterior.
Daqui a exatamente um mês começo minha próxima viagem - 45 dias pela Europa - e resolvi criar esse blog pra contar desde as minhas expectativas e dúvidas na preparação do roteiro até as maravilhas (e perrengues) da viagem. Se der certo, quero continuar com o blog e falar sobre minhas futuras viagens também.
Aliás, eu tive um blog por pouco mais de dois anos, quando morei em Barcelona, e que foi deletado sem prévio aviso. Uma pena, nunca consegui recuperá-lo...
Mas não vamos chorar sobre o whisky derramado! ;)
Enquanto a viagem não chega, vou escrever sobre os preparativos e relembrar algumas historinhas interessantes de viagens passadas.
Espero que vocês se divirtam e que as dicas sejam úteis pra quem pretende se aventurar nesse mundão velho sem porteira.
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